sábado, 30 de novembro de 2019

FIRE IN THE HOLE - Fechamento Novembro/2019 - 2ª Parte

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

Se você não quer ou não pode ler os posts deste espaço (está em ambiente público ou dirigindo, por exemplo) ou possui deficiência visual, use o plugin Audima que se encontra no topo do título de cada postagem para ouvir seu conteúdo (basta clicar no botão play). É gratuito. Funciona como uma espécie de podcast.



Antes de tudo, friso que não sou analista de investimentos e que não faço recomendações (nunca venderei nada este blog, pois não é meu intuito ganhar dinheiro com isso, mas apenas ajudar aqueles que estão vivendo na Matrix, imersos no fenômeno da "corrida dos ratos" - veja mais aqui - a abrirem os olhos).




Para você entender minha evolução na jornada em busca de independência financeira e o racional utilizado, o fechamento do mês de Outubro/2019 está aqui e aqui. Se você é iniciante, sugiro nunca ver o fechamento de um único mês, mas a sequência deles para compreender qual é a estratégia adotada a fim de você não correr o risco de chegar a falsas conclusões.

Primeira observação. Como já expliquei em outras postagens pretéritas, neste mês, o nível de aportes ficou comprometido em virtude da reforma da cozinha, mas, de qualquer forma, foi feito. DISCIPLINA CONTA MUITO NO LONGO PRAZO. Não se esqueça. É mais relevante do que a rentabilidade em minha modesta opinião.










Segunda observação. Notem que neste mês, a carteira teve variação negativa, mesmo que pequena (terceira imagem). Os títulos do Tesouro Direto contribuíram para este resultado. Acontece, não vou perder os poucos cabelos que me restam com isso. No ano, a rentabilidade foi muito boa, já que não estou tão exposto a muito risco.

Terceira observação. No mês, comprei: ITUB3 (3), ENBR3 (4), EGIE3 (2), GGRC11 (9 - como não tinha reserva de oportunidade, não aproveitei, como gostaria, o movimento de queda), IRDM11 (9 - ainda não tinha na carteira), LVBI11 (5 - ainda não tinha na carteira), OUJP11 (10 - ainda não tinha na carteira), XPML11 (8) e MALL11 (40 - ainda não tinha na carteira).

Quarta observação. Minhas ações e FIIs aparecem nos gráficos acima, lembrando que com o conhecimento que adquiri a partir de 2019, hoje, não teria: BRAP4, BTOW3, CLSC4, CSNA3, CYRE3, EMBR3, GOLL4, HAGA3, POSI3 e USIM5. Comprei estes ativos há muitos anos atrás quando segui o "efeito manada" do bull market. Só irei vender se a cotação superar aquilo que paguei quando de sua compra.

Quinta observação. Meus ativos nos EUA, todos no fracionário: AWR, KO, CL, DOV, EMR, SWK, GPC, V, MMM, GOOG, AMZN, BLK, BRK.B, MSFT, MDLZ, HRL, SLG, VZ, RIO, NYT, PTR, DOW, SNY, TXN, GIS, NOC, DD, CRM, ACN, UNP, HON, RDS.A, XOM, BG, UL, GSK, KHC, PEP, DIS, BUD, SAP, VRSN, LMT, GD, INTC, MCD, CSCO, NVS, CVX, ABT, VOO, T, GE, NVDA, TGT, BXP, QTS, EPR, FRT. Não houve compras neste mês. A partir de dezembro, voltarei a levar dinheiro para os EUA, mas não vou comprar mais até as eleições presidenciais de lá. Pretendo investir mais em ETFs, pois entendo que trará boa diversificação para minha carteira de ativos.


Sexta observação. Acima, vocês veem o efeito dos juros compostos, apesar da rentabilidade no mês ter sido negativa. O volume do patrimônio continua em uma curva ascendente.




Sétima observação. Os dois gráficos acima mostram como estão distribuídos os ativos. Agora, daqui em diante, vou colocar gráfico para mostrar o processo contínuo de dolarização da carteira até chegar a um patamar entre 30% e 50%, no longo prazo, já que não desejo estar exposto a uma única moeda, ainda mais sendo o Real.

Quaisquer dúvidas e comentários, sempre bem-vindos, escreva na área de comentários.

Continuaremos nosso bate-papo no próximo post.

Se o conteúdo do site lhe agrada, não deixe se se inscrever como seguidor para receber aviso a respeito de novas postagens.



Até mais!

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

FIRE IN THE HOLE - Fechamento Novembro/2019 - 1ª Parte

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

Se você não quer ou não pode ler os posts deste espaço (está em ambiente público ou dirigindo, por exemplo) ou possui deficiência visual, use o plugin Audima que se encontra no topo do título de cada postagem para ouvir seu conteúdo (basta clicar no botão play). É gratuito. Funciona como uma espécie de podcast.





Antes de tudo, friso que não sou analista de investimentos e que não faço recomendações (nunca venderei nada este blog, pois não é meu intuito ganhar dinheiro com isso, mas apenas ajudar aqueles que estão vivendo na Matrix, imersos no fenômeno da "corrida dos ratos" - veja mais aqui - a abrirem os olhos).




Este é o segundo post da coluna FIRE IN THE HOLE. Para conferir o primeiro, clique aqui.

Primeira observação. Como expliquei em outra postagem, resolvi fazer a reforma da cozinha de minha casa, já que quando a adquiri em 2017, não tive recursos para empreendê-la. Não era o plano inicial, mas aproveitei a fraqueza do mercado de mão de obra e de produtos do setor de construção civil. Os valores ficaram menores do que havia imaginado. Ainda há algumas despesas a serem feitas, mas, no final das contas, o serviço deve ficar na faixa de R$ 35.000,00/37.000,00. Fui muito feliz em escolher um bom executor que cumpriu a promessa feita de entregar o trabalho em 15 dias corridos. Como fiquei 30 dias de férias e somente tomei a decisão de reformar no 14º dia, o casamento foi perfeito. Particularmente, não acredito que tenha sido um gasto supérfluo, já que, inegavelmente, valoriza o imóvel, mesmo que, no momento, não tenha pretensões de colocá-lo para aluguel ou venda. Este foi o motivo de meu aparente sumiço deste espaço.

Segunda observação. Entendo que o investidor, inclusive com visão de longo prazo, deve acompanhar o mercado semanalmente, mesmo que seja de maneira macro, pois a economia é um ser extremamente dinâmico, ainda mais nos dias de hoje, com o uso tão forte da tecnologia e dos meios de comunicação para divulgação de notícias e em virtude dos efeitos da globalização. Daí, a meu ver, é algo natural o investidor ser obrigado a mudar o plano original de aportes por ter tido acesso a algum fato novo relevante. Não acho que ter um pensamento estanque e imutável seja salutar, sob pena de você ter chances de perder oportunidades e rentabilidade no longo prazo.

Consequentemente, depois de ver a rápida escalada da cotação do Dólar nas últimas semanas e a declaração de nosso Ministro da Economia no sentido de que não irá interferir na cotação do mesmo, vislumbro que a moeda norte-americana só tende a se valorizar perante o Real. Não sou analista de mercado. É apenas uma percepção minha. Posso estar errado, mas vou seguir os meus instintos.

Ademais, é importante salientar que a campanha para a Presidência da República já começou e, no meu sentir, quanto mais próximos estivermos do pleito, por causa da percepção de risco (especialmente em virtude da possibilidade da esquerda voltar ao poder), a cotação do Dólar continuará a subir nos próximos anos. Para isto não acontecer, a economia brasileira teria que entrar em uma rota forte de expansão, com geração de emprego e renda, o que, hoje, sinceramente, não vejo como possa acontecer. Alguma melhora deve acontecer, mas nada que faça o Real valorizar-se tanto, até porque a economia mundial vai muito mal das pernas e o Brasil é apenas um peão neste cenário, um verdadeiro coadjuvante.

Quando a economia brasileira foi muito bem há alguns anos atrás, basicamente, foi porque exportamos muitas commodities que estavam caras à época. Isso trouxe muito capital para o país. Não foi porque nós tínhamos fundamentos sólidos. De forma alguma. E vejo a mesma situação no atual cenário. A diferença é que outras nações não estão comprando do Brasil como antigamente.

Demonstrei este racional para justificar o fato de que vou começar a fazer remessas para a conta na corretora de valores nos EUA com mais afinco a partir de dezembro. Cheguei à conclusão que não vale a pena ficar esperando a cotação do Dólar voltar ao patamar dos R$ 4,00, como esperava. Mas não irei comprar ativos de imediato. Irei deixar na conta até porque não pago taxa de custódia, esperando a volatilidade que assolará o mercado acionário estatudinense com as eleições presidenciais em 2020 (se algo mais grave não acontecer até lá), ainda mais agora que o ex-prefeito democrata de Nova York, Bloomberg, voltou atrás e declarou-se pré-candidato (se a cotação do Dólar continuar a subir conforme prevejo, estarei ganhando por ter feito o câmbio com uma taxa menor, mesmo não adquirindo ativos agora). A meu ver, é o concorrente mais difícil que Trump poderia ter, já que, no geral, fez boas administrações e o norte-americano gosta muito de pessoas que vieram do nada e atingiram enorme sucesso. Não bastasse isso, para mim, comparando a carreira dos dois, Bloomberg é muito mais discreto e mais bem sucedido nos negócios do que seu par. 

Em vista deste cenário, terei que repartir o aporte em várias caixas. Uma para os EUA, outra para reserva de oportunidade, mais uma para Tesouro Direto IPCA+ 2045 e a última para investimentos em ações e FIIs.

Estou acompanhando uma discussão enriquecedora na seção de comentários do último post do blog do SRIF365. Alguns defendendo a dolarização de parte da carteira, ao passo que outros entendem que como nossos gastos são no Brasil, o fato de dolarizar os ativos não fará grande diferença, pois o que importa seria bater a inflação nacional. Ainda não consegui chegar à uma resposta quanto a esta temática. Há argumentos a favor dos dois lados. Deixe sua opinião na seção de comentários.

Terceira observação. Já falei e repito. Como é bom participar da finansfera. Você tem acesso a percepções de outras pessoas que compartilham de seu projeto de independência financeira. O colega de comunidade pode repassar uma ideia que não transitou por sua cabeça e faz você refletir. Já tinha pensado nesta questão e, finalmente, após discussão em outro blog, cheguei à conclusão que é mais sensato segurar a ansiedade e fazer os aportes de forma escalonada nas semanas seguintes ao recebimento do salário até que venha o seguinte. Hoje, eu acabo comprando tudo nos primeiros dias após o recebimento do vencimento. Você acaba perdendo possíveis oportunidades (como exemplo, vejamos o que aconteceu com o fundo imobiliário GGRC11 na semana passada).

Esta foi a apresentação do que penso para o próximos meses. Em 01/12/2019, irei divulgar o detalhamento da carteira, lembrando que o nível de aportes foi bem menor por causa dos gastos com a reforma. Vou disponibilizar mais informações sobre os ativos que compõem a reserva financeira com explicações e o quanto dela está vinculado ao Dólar, já que a tendência é que vá aumentar este percentual paulatinamente até chegar a um patamar que entendo confortável e interessante.

Continuaremos nosso bate-papo no próximo post.

Se o conteúdo do site lhe agrada, não deixe se se inscrever como seguidor para receber aviso a respeito de novas postagens.

Até mais!

sábado, 16 de novembro de 2019

FIRE IN THE HOLE - Fechamento Outubro/2019 - complementação

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

Se você não quer ou não pode ler os posts deste espaço (está em ambiente público ou dirigindo, por exemplo) ou possui deficiência visual, use o plugin Audima que se encontra no topo do título de cada postagem para ouvir seu conteúdo (basta clicar no botão play). É gratuito. Funciona como uma espécie de podcast.





Antes de tudo, friso que não sou analista de investimentos e que não faço recomendações (nunca venderei nada este blog, pois não é meu intuito ganhar dinheiro com isso, mas apenas ajudar aqueles que estão vivendo na Matrix, imersos no fenômeno da "corrida dos ratos" - veja mais aqui - a abrirem os olhos).




Em complementação a este post, vou discriminar a distribuição macro de minha carteira previdenciária. A partir do próximo mês, o fechamento do mês trará tal discriminação.






Observações. Como sou funcionário público com estabilidade e pelo fato de consumir, em média, apenas 30% de meu salário a cada mês, não me preocupo tanto com reserva de emergência. Reparem nos gráficos acima que, no momento, não a possuo, mas a partir de janeiro/2020, irei criar uma reserva de oportunidade/emergência, cujo montante deverá ficar no Nubank RBD e/ou Tesouro Direto SELIC.

Na verdade, estou em busca de algum investimento de renda fixa em que eu não tenha perdas para a inflação, mas com liquidez imediata para aproveitar um momento de queda de cotações no mercado acionário (creio que as eleições nos EUA em 2020 trarão maior volatilidade ao mercado, o que também pode acontecer a depender do resultado das eleições municipais no Brasil, além da possibilidade de aprovação de lei com tributação dos dividendos). Poupança, LCI e LCA estão descartados por falta de liquidez apesar de não sofrer incidência do IR. CDB e fundo DI são opções, mas teria que analisar cada caso, pois as rentabilidades variam. Se você tem alguma indicação, coloque, por favor, na seção de comentários. Agradeço, desde já.

Como já expliquei em outras postagens, sou um holder que defende a necessidade de reserva de oportunidade, pois, a meu ver, é no momento de pânico que você tem maiores chances de ter ganhos expressivos no mercado com o mínimo de esforço (confira aqui). Consequentemente, tenho pressa em iniciar a minha reserva.

A partir de janeiro, mês em que irei receber adiantamento do 13º salário, o plano deverá ser o seguinte no que atine aos aportes. Vou atacar em todas as frentes, usando diferentes pesos. A reserva de oportunidade deverá receber a maior parcela. O que sobrar será dividido em: formação de caixa para envio para a corretora nos EUA; compra de FIIs; aquisição de ações; compra de Tesouro Direto IPCA + 2045.

Desta forma, tenho possibilidade de ganho em duas frentes, isto é, estando exposto ao mercado e, ao mesmo tempo, tendo caixa para usar quando houver correção mais forte nos mercados norte-americano e nacional.

Conforme se infere dos gráficos acima, tenho pouco mais de 70% da carteira em renda variável. Sei que a rentabilidade da renda fixa só tende a cair, mas vou iniciar um balanceamento a partir de janeiro. R$ 1.000,00, doravante, todos os meses, no Tesouro Direto IPCA + 2045, de forma religiosa. Será minha âncora, pois se tudo der errado, ainda terei esta reserva, já que é improvável que o País quebre e, em último caso, basta o governo imprimir dinheiro para pagar os credores do Tesouro Direto.

Devo me aposentar em 2042. Poderia optar pelo Tesouro Direto IPCA + 2035, mas ele é mais caro do que o Tesouro Direto IPCA + 2045. Como não tenho pressa de receber renda antes da aposentadoria, prefiro manter o dinheiro até 2045 a fim de fortalecer a ação dos juros compostos.

A simulação abaixo inserida mostra que duplicarei o valor investido, com proteção contra a inflação. Isso mostra que mais importante do que a busca desenfreada por maior rentabilidade (com consequente aumento do risco), o que importa, no longo prazo, é a constância dos aportes.


O fato de fazer compras mensais fará com que pegue várias taxas de rentabilidade, a fim de se chegar a um valor médio em 2045. Será uma operação em modo de piloto automático. Como este título é o mais suscetível à marcação a mercado, irei fazer o investimento sabendo que só poderei resgatar quando de seu vencimento. Daí, optei por colocar um valor mais baixo no mês, o que será compensado pela regularidade mensal de investimento. Vou tratá-lo como um imposto mesmo.

A reforma da cozinha continua. Até o momento, tudo bem. Espero que no próximo final de semana, a parte de alvenaria esteja pronta. Daí, terei que fazer os novos armários e adquirir a lava-louças e o purificador de água. Estou aguardando a Black Friday para conseguir uma promoção real. Estou acompanhando as cotações pelo site Buscapé e, até o momento, não houve redução de preços. Vamos aguardar!

No final das contas, acho que o montante total de despesa referente à reforma deve ficar entre R$ 35.000,00 e R$ 40.000,00. Não reputo como um gasto voluptuário, pois, realmente, a cozinha estava precisando de uma repaginada a fim de aprimorar a sua usabilidade.

Continuaremos nosso bate-papo no próximo post.

Se o conteúdo do site lhe agrada, não deixe se se inscrever como seguidor para receber aviso a respeito de novas postagens.



Até mais!

domingo, 10 de novembro de 2019

DICA DE MÚSICA: Em minha modesta opinião, as melhores vozes que já existiram

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

Se você não quer ou não pode ler os posts deste espaço (está em ambiente público ou dirigindo, por exemplo) ou possui deficiência visual, use o plugin Audima que se encontra no topo do título de cada postagem para ouvir seu conteúdo (basta clicar no botão play). É gratuito. Funciona como uma espécie de podcast.



Adianto que não sou crítico musical. Você já deve ter percebido, acompanhando meu espaço, que sou um amante da música e cinema.

E hoje, apresento as melhores vozes masculina e feminina que já existiram em minha modesta opinião.

Você, quiçá, diga:

- Acho que o Mente Investidora é um "gato". Alega que tem 42 anos de idade mas escuta música de quem tem 90. Como assim?

Pois é. Devo parecer um ser bastante sui generis para os leitores. Reconheço que a música, hoje em dia, salvo raríssimas exceções, não me atrai nem um pouco (o YouTube e a minha coleção de cds são o que me salva). A impressão que tenho é que a mercantilização exarcebada da música foi muito danosa a ela.

Os interesses comerciais passaram a prevalecer sobre a qualidade da canção. Prova disso é que artistas mais antigos não conseguem fazer mais shows ou fazem em menor quantidade. Se querem lançar novo álbum, são obrigados a usar selo próprio, já que dificilmente terão espaço nas gravadoras convencionais e plataformas digitais, onde o interesse é expor apenas o que é comercializável.

Desculpe por meu radicalismo, mas acho que da década de 2000 para cá, foi iniciado um processo de idiotização da sociedade, especialmente da parcela mais jovem. Não querendo generalizar, mas a verdade é que considerável parte da população mais nova não possui nenhum senso crítico com relação a nada, inclusive gosto musical, contentando-se com qualquer porcaria colocada no mercado.

A pessoa, simplesmente, não é capaz de ler e compreender uma letra de música, a fim de captar sua mensagem. Foge, como o Diabo da cruz, de qualquer dificuldade. Opta pelo mais fácil, isto é, letras "chiclete" que, basicamente, só possuem um refrão bem pegajoso, mas que, na essência, não tem nada a dizer. Hoje, a situação está tão caótica que tem muitas canções fazendo sucesso sem ao menos ter um refrão grudento que não sai de sua cabeça.

Já disse em outra oportunidade neste espaço que gostaria de viver em outra época. A impressão que tenho é que no passado, até o final da década de 70, as pessoas possuíam maior capacidade de fazer juízo de valor, não deixando-se levar tanto por propaganda. Estou generalizando, é claro, pois o Nazismo, talvez, seja o exemplo mais claro de como o poder de persuasão é capaz de mudar as ideias de um indivíduo.

Por isso, as grandes vozes que já foram ouvidas na face da Terra eram de artistas que nos deixaram há muito tempo.

Começo por Kirsten Flagstad (conheça mais sobre ela aqui). A norueguesa, nascida em 1895 e falecida em 1962 é considerada por muitos como a melhor soprano de todos os tempos, especialmente interpretando personagens de obras do mestre Richard Wagner.

Segue abaixo, talvez, sua gravação mais famosa. Sei que muitos de vocês nunca ouviram ou não enxergam graça alguma em ópera, mas deem uma chance. Notem como Flagstad consegue transpor para o canto o sentimento do personagem naquele momento, num crescendo até chegar ao ápice do sofrimento. Não é algo robotizado. Só alguém com enorme sensibilidade consegue alcançar este tipo de feito. Você, com certeza, não verá Anitta e congêneres fazendo algo do gênero.



Do lado masculino, temos Enrico Caruso (conheça mais aqui). O napolitano, nascido em 1873 e falecido em 1921, tornou-se o artista mais famoso de sua época. Era reverenciado por onde passava. Durante os seus estudos, em tenra idade, ouviu que não teria futuro como tenor por ser desafinado. Não sei se você sabe, mas sua voz foi uma das primeiras a serem gravadas em discos. De igual maneira, percebam como Caruso consegue imprimir à sua voz uma dimensão que não se resume apenas ao canto.







Por hoje, é só. Ótimo domingo a todos.

Continuaremos nosso bate-papo no próximo post.

Se o conteúdo do site lhe agrada, não deixe se se inscrever como seguidor para receber aviso a respeito de novas postagens.




Até mais!

sábado, 9 de novembro de 2019

NOTÍCIAS DA MATRIX - 2ª edição - Projeto de lei para alteração do imposto de renda sobre pessoa física e jurídica e tributação de dividendos

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

Se você não quer ou não pode ler os posts deste espaço (está em ambiente público ou dirigindo, por exemplo) ou possui deficiência visual, use o plugin Audima que se encontra no topo do título de cada postagem para ouvir seu conteúdo (basta clicar no botão play). É gratuito. Funciona como uma espécie de podcast.





Antes de tudo, friso que não sou analista de investimentos e que não faço recomendações (nunca venderei nada este blog, pois não é meu intuito ganhar dinheiro com isso, mas apenas ajudar aqueles que estão vivendo na Matrix, imersos no fenômeno da "corrida dos ratos" - veja mais aqui - a abrirem os olhos).

Para quem está preocupado com o futuro do mercado de investimentos no Brasil devido ao teor do projeto de lei que altera o IRPF, IRPJ e regras de tributação sobre empresas e dividendos, aconselho assistir ao vídeo abaixo, gravado pelo analista CNPI Daniel Nigri do Dica de Hoje. Ressalto, mais uma vez, que não é indicação de investimento. Achei o conteúdo muito pertinente com explicações fundamentadas de Nigri.




É apenas um projeto. Não sabemos como se dará sua tramitação, pois haverá lobbies de todos os lados. O texto a ser aprovado poderá sofrer inúmeras modificações, mas como eu acredito que o investidor deve ter esta visão a longo prazo, é importante ter ciência do que pode acontecer, a fim de criar mecanismos para mitigar os danos que porventura venham a ocorrer.

Se você não concorda com esta proposta, vote NÃO em https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=136117&voto=contra

Continuaremos nosso bate-papo no próximo post.

Se o conteúdo do site lhe agrada, não deixe se se inscrever como seguidor para receber aviso a respeito de novas postagens.





Até mais!


sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Qual será o futuro econômico do mundo?

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

Se você não quer ou não pode ler os posts deste espaço (está em ambiente público ou dirigindo, por exemplo) ou possui deficiência visual, use o plugin Audima que se encontra no topo do título de cada postagem para ouvir seu conteúdo (basta clicar no botão play). É gratuito. Funciona como uma espécie de podcast.



Penso que o investidor, especialmente aquele que trabalha com um prazo muito longo de aportes, deve não só analisar a conjuntura econômica atual como também a dos próximos anos, a fim de, por um lado, ter possibilidade de aumentar a rentabilidade da carteira previdenciária e, de outro prisma, tentar se proteger de crises que irão ocorrer. Já falei de ciclos econômicos neste espaço.

Não é questão de um exercício de futurologia. Traçando um comparativo, é a mesma tarefa que você teria ao analisar se uma empresa tem um negócio perene que possa render frutos por um bom tempo, trazendo retornos consistentes.

Hoje, vemos grandes economias mundiais trabalhando com taxas de juros bastante baixas e até negativas. É uma clara consequência da crise do subprime de 2008, onde os governos e empresas endividarem-se sem parcimônia alguma. E as dificuldades não foram resolvidas desde lá. Com nova desaceleração da economia global, vemos os bancos centrais lançarem novas rodadas de queda de taxas de juros, na expectativa que com esta injeção de recursos no mercado, o consumo volte.

Lembremos que em 2008, os juros não estavam tão baixos. O cenário, agora, é mais grave. Será que nova redução de juros, que já estão na mínima, é a solução ou os governos só estão protelando a resolução da problemática instalada? Em minha modesta opinião, sou partidário do segundo pensamento.

Não tenho formação em Economia, mas penso que o problema é mais sério do que isso. O que o mundo está vivendo hoje decorre, em certa medida, da mudança do comportamento do homem médio.

Primeiro, devemos salientar que a taxa de natalidade está caindo em boa parte dos países, incluindo Brasil que ainda é um país de Terceiro Mundo (veja mais aqui). Japão, por exemplo, já possui mais idosos do que jovens há alguns anos. Como o sistema previdenciário de qualquer nação poderá sobreviver se cada vez há menos pessoas economicamente ativas para sustentar os aposentados? É um problema de dificílima solução.

Os costumes mudam. Proles grandes eram a regra, pois como os pais costumavam morrer cedo (problemas de acesso a recursos da saúde pública, Medicina em um estágio não tão avançado, guerras), acabavam tendo vários filhos com a crença de que alguns iriam morrer na infância ou adolescência. Além disso, pensava-se que quanto mais integrantes da família gerassem renda, melhor seria para o núcleo familiar.

Todavia, com o passar das décadas, os casais notaram que o custo de criar um filho desde o seu nascimento até a finalização do curso superior é extremamente alto (veja mais aqui). Os norte-americanos nunca tiveram um nível de endividamento com universidades como antes na história (clique aqui).

O pensamento agora é o de ter o menor número de filhos a fim de concentrar todos os esforços e economias para que o mesmo tenha sucesso na vida profissional após a graduação. Deixou-se de lado aquela tradição que dizia que filho único seria um problema porque foi criado sem precisar dividir as coisas com os outros.

Não bastasse isso, o comportamento do consumidor, com o avanço da tecnologia e do conhecimento, está mudando de forma acelerada. Hoje em dia, boa parte dos indivíduos, especialmente os mais jovens, tende a valorizar mais viagens e experiências do que o ato de adquirir e acumular coisas. Airbnb, hostel, aplicativos de transporte urbano privado, programas de compartilhamento de automóveis, home office, fintechs, computação em nuvem, cobrança de tarifa de bagagem pelas companhias aéreas são alguns reflexos desta nova mentalidade.

Temos visto pessoas vendendo imóveis para morar de aluguel, deixando o dinheiro resultante da venda rentabilizando no mercado a fim de gerar renda passiva a fim de possibilitar, em tese, a concretização de sonhos. Outros vendem o automóvel, adotando o transporte público, bicicletas e aplicativos como o Uber a fim de não ter mais gastos com a manutenção do mesmo, como IPVA, seguro, peças, pneus, etc. Pessoas viajando apenas com uma mala de até 10 kg para curtir a viagem e pagar menos, não se importando em trazer lembranças dos locais visitados.

Temos visto casos de pessoas que unem o útil ao agradável, passando a morar em trailer ou motorhome. O indivíduo não tem o custo de manter um imóvel tradicional, mas, ao mesmo tempo, possui a liberdade de usar o carro/casa para viajar, sem ter que gastar com hospedagem.

Produtos e iniciativas ligados ao consumo consciente e reaproveitamento de itens já utilizados não param de se expandir, o que afetará a economia global.

A onda do minimalismo está se irradiando como nunca antes. Basta navegar na Internet e você encontrará muito conteúdo a respeito do tema. Se você tem menos posses, você precisa de menos espaço para viver. Daí, as empresas do mercado imobiliário são obrigadas a se adequar a esta nova realidade, o que pode afetar a rentabilidade do negócio.

Não bastasse isso, temos jovens que optam por continuar a morar com os pais, mesmo após a conclusão do ensino superior por comodidade e/ou contenção de despesas ou, simplesmente, porque não querem constituir família. Veja mais aqui e aqui.

Vemos, ainda, a figura do incel. Na maioria dos casos, homens heterossexuais, celibatários involuntários. Em outra ponta, temos cada vez mais mulheres reclamando que não conseguem se envolver, de maneira mais séria, com homens, deixando, assim, de constituírem família. Ou mulheres tendo prole cada vez mais tarde, sendo que o principal motivo para tal comportamento é a priorização da carreira profissional.

Outro destaque relevante é a substituição do homem pela máquina e inteligência artificial. Se este trabalhador é expulso do mercado de trabalho, ele irá deixar de consumir por ter queda ou extinção absoluta de renda.

Todos estes fatores somados me fazem crer que as economias, hoje tão dependentes do consumo, irão continuar a sofrer por um bom tempo. E não é reduzindo taxa de juros que o problema será resolvido. A questão é de ordem sociológica e não econômica.

Acredito que tal panorama se tornará um tremendo desafio tanto para governos quanto para as empresas, já que tudo está interligado. Nenhuma economia sobrevive sem consumo. Se as empresas sofrem, o investidor também irá padecer.

Pode ser que não estejamos mais vivos quando este cenário surgir, mas como hoje em dia, as mudanças são extremamente rápidas, acho que é grande a chance de nos depararmos com esta situação nas próximas duas décadas.

O primeiro efeito seria a queda da rentabilidade dos ativos disponíveis no mercado financeiro. O investidor teria que se expor a muito risco a fim de conseguir maior retorno, o que, a princípio, vai contra a mentalidade do FIRE que pensa no longo prazo. Se houver perda significativa de patrimônio, o plano de aposentadoria antecipada poderá sofrer sérios danos ou tornar-se inviável.

A minha segunda preocupação é com o mercado imobiliário, já que menos pessoas estariam dispostas a contrair dívidas de vinte ou trinta anos, com o receio de ser mandado embora do trabalho porque foi substituído por uma máquina ou sistema. Ou simplesmente porque o filho optou por continuar a morar com os pais.

Aumento do valor de contribuição previdenciária e extensão de idade mínima para concessão de aposentadoria podem se mostrar medidas insuficientes para combater os rombos, pois a base de pagantes tende a ser cada vez menor perante o número de beneficiários já aposentados.

Em suma, o prognóstico não é animador.

Daí, como salientei aqui, ser milionário hoje não quer dizer nada, pois daqui a vinte anos, por exemplo, com o efeito da inflação, tal valor terá notória redução. Se a economia mundial continuar nesta toada, a tendência, a meu ver, é que será cada vez mais difícil a vida do FIRE, pois apesar do efeito dos juros compostos, o grau de rentabilidade corre risco de se tornar muito baixo.

O que poderia atenuar tal dificuldade seria aumentar o nível de aportes, pois são eles, verdadeiramente, que trazem riqueza, já que são os pilares do patrimônio amealhado. A rentabilidade é apenas a cereja do bolo.

Não quis ser pessimista com esta postagem. É apenas uma opinião. E se realmente tudo isso acontecer, não há muito o que possamos fazer. Não podemos ter stress por causa disso, pois não é algo que esteja em nosso controle. Se a aposentadoria antecipada não se concretizar, na pior das hipóteses, você já terá uma boa poupança que lhe permitirá realizar seus sonhos.

Continuaremos nosso bate-papo no próximo post.

Se o conteúdo do site lhe agrada, não deixe se se inscrever como seguidor para receber aviso a respeito de novas postagens.




Até mais!

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Já sou um milionário, mas...

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

Se você não quer ou não pode ler os posts deste espaço (está em ambiente público ou dirigindo, por exemplo) ou possui deficiência visual, use o plugin Audima que se encontra no topo do título de cada postagem para ouvir seu conteúdo (basta clicar no botão play). É gratuito. Funciona como uma espécie de podcast.



Já sou um milionário, mas me trato como se não fosse. Irei explicar.

Conforme mostrei aqui, minha carteira previdenciária hoje tem pouco mais de R$ 400.000,00, mas não incluo nesta conta os dois imóveis físicos que ainda possuo, já que o terceiro foi vendido em meados do ano.

A casa, quitada, onde moro, tem valor de mercado aproximado de R$ 1.100.000,00, ao passo que o lote de 5.000 m2 em um setor de chácaras, sem asfalto e sem rede de água/esgoto, deve valer por volta de R$ 200.000,00. Estou tentando vendê-lo, mas é complicado. De qualquer forma, não tenho tanta urgência, pois fica em uma área que está desenvolvendo (devagar por causa do estágio atual da economia) depois da chegada de um condomínio fechado do Alphaville nas imediações.

Como expliquei nos primeiros posts deste espaço, emigrar do país após chegar à aposentadoria no serviço público é uma possibilidade, mas hoje, minha decisão seria ficar no Brasil. Por alguns motivos: câmbio; indo para a Europa com visto de pessoa que já tem renda garantida, não posso trabalhar ou empreender, não podendo gerar renda em Euro, moeda de consumo; a tendência é que com o congelamento de salários no serviço público, meu vencimento perca poder aquisitivo no longo prazo, sendo arriscado emigrar para um lugar onde o câmbio é bem desfavorável (é mais racional ter os gastos na mesma moeda a que vinculado o salário); perder dinheiro, girando o patrimônio, já que com a venda de todos os bens no Brasil, especialmente imóveis, teria custos de corretagem, impostos, etc, o que diminuiria meu patrimônio. Alguém poderia sugerir me mudar, sem vender os ativos no Brasil. Entretanto, o que preocupa é a manutenção dos mesmos, especialmente imóvel. Todos sabem: o dono sempre tem que estar próximo de suas posses a fim de geri-los da melhor maneira possível.

Já residi em edifício vertical de apartamentos e condomínio de chácaras, mas, por causa de minha personalidade, cheguei à conclusão que tenho menos stress, morando em casa, diretamente na rua, pois aqui, sou rei. Sou mais livre, não sou obrigado a arcar com despesas que não concordo e aturar gente que não me faz bem.

Ademais, morando em casa, minha única despesa é o IPTU, uma vez ao ano, ao passo que residindo em apartamento, tem a taxa de condomínio que, a depender do local, pode chegar facilmente a mais de R$ 500,00, ao mês. No longo prazo, este custo extra pode fazer uma tremenda diferença no montante total do patrimônio alcançado.

Sei que morar em casa é mais perigoso, mas como somos muitos caseiros e não saímos à noite, o risco é minorado. De igual maneira, não ficamos do lado de fora da casa, "dando sopa", de forma alguma.

Outro aspecto importante é que minha residência tem sistema de produção de energia elétrica, graças a placas fotovotaicas, o que diminui o meu custo mensal com mencionada utilidade. Tal solução, hoje, é inviável em prédio de apartamentos. Temos também duas caixas d'água para captação de água de chuva.

Como, hoje, não vejo a possibilidade de vender minha residência, não a trato como investimento (vale mais do que quando a adquiri por causa dos melhoramentos já realizados), não inserindo seu valor na minha carteira de ativos. Outro motivo por tal opção de raciocínio é que me força a não me acomodar, criando despesas inúteis ou me rendendo a impulsos consumistas, o que poderia afetar, sobremaneira, meu patrimônio.

Como também já comentei em outra postagem, procuro ter uma visão mais pessimista acerca de meu patrimônio e respectiva rentabilidade. Quando preciso fazer projeções, opto por ser mais modesto na taxa de rentabilidade com o fito de não condicionar o meu cérebro a esperar aquele resultado.

Se o sarrafo foi estabelecido em menor altura e o resultado foi decepcionante, o efeito em meu lado psicológico será menor. Entretanto, se o resultado for melhor que a expectativa, o meu psicológico terá uma boa surpresa. Este processo, aplicado por anos, a meu ver, poderá render efeitos positivos para a mentalidade do investidor.

Conforme comentei aqui, resolvi fazer a reforma na cozinha de casa, pois tem aspecto muito datado, pouco funcional e número de armários insuficiente (a casa - não construída por mim - foi finalizada há aproximadamente 15 anos). Fiz cotações de preços de materiais e mão-de-obra que se mostraram um pouco menores que a minha expectativa inicial. Em virtude, no meu sentir, da paralisia do setor de construção civil. O profissional acaba se vendo obrigado a diminuir o valor da diária e o empresário, a diminuir a margem de lucro, para não ficarem, respectivamente, sem trabalho ou vendas.

A troca das telhas por placas sanduíches (creio que com elas, resolverei o problema de vazamentos no telhado, pois o grau de inclinação do mesmo é muito elevado, fazendo com que as telhas escorreguem e quebrem com facilidade) ficará para o próximo ano, após o período de chuvas (abril ou maio).

Graças a estas despesas, não haverá novo aporte em novembro, sendo que serei obrigado a usufruir o valor de resgate do único fundo de renda fixa que possuía. Mas não me preocupo com isso, pois a verba será utilizada para valorização do imóvel e não com algo supérfluo. Ademais, meu grau de poupança mensal gira por volta de 70% e em janeiro, receberei parte do 13º salário.

Continuaremos nosso bate-papo no próximo post.

Se o conteúdo do site lhe agrada, não deixe se se inscrever como seguidor para receber aviso a respeito de novas postagens.



Até mais!