domingo, 8 de março de 2020

NOTÍCIAS DA MATRIX - 5ª edição - Dolarização da carteira

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

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Antes de tudo, friso que não sou analista de investimentos e que não faço recomendações (nunca venderei nada este blog, pois não é meu intuito ganhar dinheiro com isso, mas apenas ajudar aqueles que estão vivendo na Matrix, imersos no fenômeno da "corrida dos ratos" - veja mais aqui - a abrirem os olhos).

Escrevi aqui (dezembro passado) que tinha como objetivo para 2020 dolarizar parcela da carteira a fim de alcançar, pelo menos, a proporção 30%/70% para diminuir o risco global da mesma. Seria tanto uma proteção para o fator Brasil (não sabemos o que será da nação daqui há 20 anos, quando estarei me aposentando do serviço público) como a criação de um caminho para majorar os ganhos, comprando bons ativos no exterior. Já comentei que acho muito mais fácil encontrar empresas sólidas e com bom histórico de lucratividade no exterior do que no Brasil (tenho 68 empresas/REITS/ETFs na DriveWealth, compradas no fracionário enquanto, no Brasil, pouco mais de 20). 

Ademais, penso que, no longo prazo, a tendência é a gradual e inexorável valorização do Dólar perante o Real, pois por mais que a economia dos EUA não seja 100% sólida, é inegável que é bem mais forte do que a brasileira, sem contar que o índice de produtividade do trabalhador estadunidense é quatro vezes maior do que o do brasileiro (confira aqui). Em minha modesta opinião, a única forma do Real se valorizar perante o Dólar é se a economia nacional der um salto de qualidade formidável, nunca antes visto na história, o que, sinceramente, acho muito improvável que aconteça um dia.

Como já tenho uma pequena parcela do patrimônio em ouro e não pretendo me expor a criptomoedas (acredito que em algum momento, os governos, a fim de preservar sua soberania, irão criar enormes barreiras para iniciativas privadas de criação de moedas alternativas às oficiais), apesar de reconhecer que não dá para confiar cegamente no poder de papel moeda, ainda assim, é o que me resta. Mesmo que a China continue a crescer nos próximos anos, acho improvável que, em algum dia, sua moeda tome o lugar do Dólar a nível mundial.

Não descartei, por completo, a possibilidade de comprar Dólar e Euro, na versão papel moeda, mas, se acontecer, é para ser usado nas viagens que pretendo fazer ao exterior quando não tiver mais os bichanos até porque é uma alternativa que não gera qualquer tipo de dividendos. Entretanto, creio que, em tese, quando for o momento de viajar, as cotações estarão mais altas do que as de hoje. Assim sendo, já sairia no lucro por comprar algo mais barato vários anos antes.

Entretanto, com a rápida escalada do preço do Dólar a partir de janeiro, acabei postergando a decisão de enviar dinheiro ao exterior. Em 2020, ainda não fiz nenhuma remessa. Inclusive, o dinheiro que recebi da venda de minha parte em um imóvel de família seria destinado aos EUA, mas o psicológico não deixou, pois minha mente era refém da cotação do Dólar. Tive a oportunidade de fazer o envio com o Dólar a menos de R$ 4,50 e não fiz. E agora, o preço está bem além deste marco. Errei. Perdi uma oportunidade. Mas ficou como lição.

Mas, nesta última semana, depois de ler muita coisa, especialmente na Blogsfera, mudei, finalmente, meu pensamento. Cheguei à conclusão que não adianta ficar esperando a cotação do Dólar baixar. Como tenho mais de vinte anos para aposentar, o foco tem que ser no preço médio. Acompanho a trajetória do SRIF365 há algum tempo e agora estou presenciando sua aflição com o avanço do preço do Euro perante o Real. Como ele está de mudança para Portugal para viver de dividendos e boa parte de seu patrimônio está vinculada à moeda nacional, existe, a princípio, um risco para sua sobrevivência naquele país nos próximos anos. Só acho que ele não terá problemas pois tem uma vida regrada e sem devaneios consumistas.

Mesmo que ainda não tenho decidido emigrar do país após a aposentadoria (tenho bastante tempo para chegar à uma definição), acho salutar ter esta proteção de parte da carteira com ativos vinculados à outra moeda.

Outro fator importante a ser salientado é que defini que o montante de dinheiro que chegará até mim, em algum momento, com a venda de um lote (está à venda há alguns meses) e de um apartamento (herança) será destinado à renda fixa, mais especificamente, Tesouro Direto IPCA +. Não tenho coragem de transformar um imóvel físico em ativos de renda variável (mesmo FIIs) por causa do risco inerente ao mercado. Será uma âncora de minha carteira previdenciária.

A entrada deste valor irá provocar um tremendo desbalanceamento entre as proporções de Real e Dólar no meu patrimônio. Assim sendo, devo focar no aumento de ativos em Dólar o mais rápido possível a fim de formar o contrapeso.

Por conseguinte, decidi que a partir deste mês, não farei mais aportes em minha conta na DriveWealth. Tenho lá aproximadamente US$ 10.000,00, sendo que 8.000,00 estão na conta prontos para serem utilizados na compra de ativos quando achar o momento certo de entrada. De agora em diante, as remessas irão para a conta que acabei de criar na TD Ameritrade. Deu trabalho, mas o primeiro contato com a plataforma mostrou que valeu a pena. Apesar de não ter versão em português, é bastante intuitiva e tem muito mais recursos que aquela da DW. Olhei outras corretoras, mas o fato de ser a segunda maior dos EUA e ter zerado os custos, me fez optar por ela (para mim, preços de corretagem e de custódia importam, ainda mais em Dólar, mesmo no longo prazo).

Continuarei a usar a Remessa On Line para fazer os envios. Ainda não encontrei outra opção mais barata.  

Não pretendo comprar, de imediato, os ativos, mas quando achar que é o momento, irei fazê-lo. A fim de aumentar a possibilidade de conseguir melhores taxas de câmbio, irei fazer uma remessa por semana. O limite mínimo exigido para a Remessa On Line para não ter que pagar a taxa bancária de R$ 5,90 é de R$ 2.500,00. Ademais, irei usar o cupom de desconto.

Escrevi este post para mostrar que todos nós somos passíveis de erro e que o importante é ter a cabeça aberta para enxergar outras possibilidades à sua volta. O fato de acessar conteúdo produzido por outras mentes, com outras visões não só a respeito de dinheiro, mas de mundo, nos enriquece e nos faz evoluir, não só como investidor, mas também como pessoa.

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Até mais!

2 comentários:

  1. Olá M.I.,tudo bem?

    Ótimo Post!

    Tem novidades no meu Canal, depois passe lá e deixe sua opinião.

    https://aportehoje.blogspot.com

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    Respostas
    1. Tudo bem? Obrigado pela audiência.

      Fiz um post em seu espaço.

      Sucesso!

      Abraço.

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