sexta-feira, 31 de julho de 2020

R$ 781.819,70 (US$ 154.509,82) - Fechamento Julho/2020 - FIRE IN THE HOLE

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

Se você não quer ou não pode ler os posts deste espaço (está em ambiente público ou dirigindo, por exemplo) ou possui deficiência visual, use o plugin Audima que se encontra no topo do título de cada postagem para ouvir seu conteúdo (basta clicar no botão play). É gratuito. Funciona como uma espécie de podcast.



Antes de tudo, friso que não sou analista de investimentos e que não faço recomendações (nunca venderei nada este blog, pois não é meu intuito ganhar dinheiro com isso, mas apenas ajudar aqueles que estão vivendo na Matrix, imersos no fenômeno da "corrida dos ratos" - veja mais aqui - a abrirem os olhos).


Para você entender minha evolução na jornada em busca de independência financeira e o racional utilizado, o fechamento dos meses antecedentes encontram-se na coluna FIRE IN THE HOLE deste blog. Se você é iniciante, sugiro nunca ver o fechamento de um único mês, mas a sequência deles para compreender qual é a estratégia adotada a fim de você não correr o risco de chegar a falsas conclusões.

PATRIMÔNIO (VALOR DE MERCADO):
JAN/2020: R$ 378.965,10
FEV/2020: R$ 528.391,40
MAR/2020: R$ 445.896,00
ABR/2020: R$ 516.061,70 
MAI/2020: R$ 566.445,01 (US$ 108.306,88) - Dólar a R$ 5,23 em 31/05/2020 no câmbio de volta da Remessa on line sem uso de cupom de desconto
JUN/2020: R$ 739.411,48 (US$ 138.466,56) - Dólar a R$ 5,34, em 29/06/2020 no câmbio de volta da Remessa on line sem uso de cupom de desconto


JUL/2020: R$ 781.819,70 (US$ 154.509,82) - Dólar a R$ 5,06, em 31/07/2020 no câmbio de volta da Remessa on line sem uso de cupom de desconto

CUSTO MÉDIO DO DÓLAR: R$ 5,0277

GRÁFICOS:



Ações: ABEV3, BBDC3, EGIE3, ELET3, ENBR3, EQTL3, FLRY3, FRAS3, IRBR3, ITUB3, ITSA3, ITSA4, LINX3, LREN3, MDIA3, PETR3, PSSA3, RADL3, SAPR4, SAPR11, TAEE11, TOTS3, VALE3, VVAR3, WEGE3.

Ações (hibernação): BRAP4, BTOW3, CLSC4, CSNA3, CYRE3, EMBR3, GOLL4, HAGA3, LOGN3, POSI3, RAIL3, USIM5.

FIIs: ABCP11, ALZR11, BCFF11, BRCR11, BTLG11, FIGS11, FIIB11, FLMA11, HFOF11, GGRC11, HGCR11, HGBS11, HGLG11, HGRE11, HTMX11, KNCR11, KNIP11, KNRI11, LVBI11, MALL11, MGFF11, OUJP11, RBRD11, RBRF11, TGAR11, UBSR11, VILG11, VISC11, VRTA11, XPLG11, XPML11.

Stocks: MMM, ABT, ACN, BABA, GOOG, AMZN, AWR, BUD, T, BIDU, BRK.B, BLK, BG, CVX, CSCO, KO, CL, DOV, DOW, DD, EMR, XOM, GD, GE, GIS, GPC, GSK, GPRO, HON, HRL, INTC, KHC, LMT, MCD, MSFT, MDLZ, NYT, NKE, NOC, NVS, NVDA, ORCL, PEP, PETR, RIO, RDSA, CRM, SNY, SAP, SWK, T, TGT, TXN, UL, UNP, VRSN, VZ, V, WPC, DIS.

REITs: BXP, EPR, FRT, QTS, REET, SLG, TRNO, VHT, VNQ, VNQI.

ETFs de renda variável: DIV, DTH, DWX, EDIV, EEMV, FAN, FGD, GLD, HDV, IAU, IDV, IJR, IVAL, IVV, NOBL, QQQE, QVAL, RGI, RHS, RYF, RYT, RYH, RYU, SLYV, SPHQ, TAN, URTH, USHY, USO, VEA, VEU, VLUE, VOO, VT, VTI, VXUS, VWO, XLP, ZIG.

ETFs de renda fixa: BIL, EMB, TIP, SHY.

BDRs: R1IN34, SIMN34, BOXP34, P1LD34.

Primeira observação. A evolução patrimonial continua, seja por causa da questão cambial, seja em virtude da alta dos mercados, apesar de ainda me sentir incomodado com isso, já que, até o momento, não temos uma vacina com eficiência comprovada para o COVID19. Ademais, as injeções de liquidez persistem, não vendo ainda nenhum sinal mais incisivo de volta da atividade econômica. 

Li uma notícia sobre o candidato democrata, Biden, que teria dito que, se eleito, vai fazer o que estiver a seu alcance para garantir o funcionamento da economia. Em outras palavras, novos QEs estão no radar, o que me deixa preocupado. Não é possível que os dirigentes acreditem que é possível prolongar este movimento de forma indefinida no tempo de forma que nunca terão que enfrentar as consequências desta massiva liquidez do mercado.

Segunda observação. Como disse no post do fechamento de junho, o plano para julho seria usar parte do montante parado na conta da TD Ameritrade/Interactive Brokers, mas como o movimento altista persiste e tenho direito a três meses de isenção de cobrança de taxa de custódia na IB, preferi aguardar. De qualquer maneira, a partir de setembro (quando acaba a isenção), começarei a aportar nos ETFs irlandeses de acumulação. Provavelmente, vou iniciar com aqueles cujos ativos não estão diretamente relacionados ao Dólar, mas sim, a outras moedas (ETFs de países desenvolvidos e emergentes), já que há indicativos de que Trump possa fazer novas injeções antes do pleito eleitoral.

Terceira observação. Reconheço que este mês foi um dos mais difíceis para tomar decisões desde que comecei a jornada em janeiro de 2019. São tantas incertezas... De início, o plano seria levar todo o aporte para os EUA, mas como já vislumbro que este movimento de expatriação de recursos por parte dos investidores brasileiros não deixará de ser notado pelo governo, logo, irão aumentar o IOF ou criar um novo tributo sobre estas remessas.

Se eu fosse o Ministro da Economia, no intuito de aumentar a arrecadação de impostos, iria tributar os dividendos sobre ativos brasileiros, mas, ao mesmo tempo, no próprio corpo do projeto de lei, já iria fechar a porta para quem quissese mandar dinheiro para o exterior, sob a alegação de que iria enfraquecer o mercado acionário nacional.

Daí, surge a dúvida: mandar o máximo que puder para fora antes que haja aumento de tributação na remessa, mesmo que seja para deixar como reserva de oportunidade? Da mesma forma que a tributação poderá vir na remessa, poderá vir na repatriação. Não temos como prever, apesar que é forçoso reconhecer que, pela lógica, não faria sentido tributar dinheiro que está voltando ao Brasil que, em tese, irá ajudar no giro da economia nacional.

Em contrapartida, mesmo que haja tributação de dividendos, vemos que, em Dólar, a bolsa brasileira ainda está relativamente "barata" (alguns ativos ainda não voltaram para cotações anteriores, especialmente no setor financeiro), apesar do maior risco envolvido. Como já escrevi neste espaço, quero ter parte de meu patrimônio vinculado a ativos geradores de dividendos imediatos e parte nos de crescimento (o foco aqui seriam os ETFs irlandeses de acumulação).

Por consequência, me vi, de certa maneira, obrigado a fazer subscrições de FIIs neste mês, quais sejam: HGLG12, ALZR12, VILG12 e IRDM12. Achei os valores convidativos em face da qualidade dos mesmos.

Hoje, a minha maior posição em FIIS é no GGRC11, mas não foi algo premeditado. Aconteceu. Mas, nesta classe de ativos, prefiro priorizar aqueles mais sólidos, mesmo que não paguem tanto (HGLG11, KNRI11, HGBS11, HGRE11), pois vislumbro para o futuro um movimento de consolidação do setor, com a compra dos menores pelos maiores. Ademais, hoje, priorizo FIIs de logística, já que as previsões são no sentido do aumento paulatino e constante do e-commerce.

Então, com estas subscrições, vou aumentar minha posição em FIIs de logística e, consequentemente, meus dividendos mensais, mesmo que, num primeiro momento, ainda sofram com os efeitos da pandemia.

Para agosto, estou na dúvida se começo a aportar, de maneira fracionada, em FIIs de shoppings centers, dado o desconto ainda verificado. A não ser que acreditemos que a pandemia ainda irá assolar o mundo por um bom tempo, o movimento nos shoppings, mais cedo ou mais tarde, tende a voltar à normalidade, até porque para o brasileiro, é um local de lazer e não só de consumo, dada à violência que impera no país. Dentro do shopping, o indivíduo, por mais que tenha que pagar pelo estacionamento do automóvel, me sente mais tranquilo do que em logradouro público.

Novos aportes em Itaú, Bradesco e companhias do setor elétrico podem acontecer em breve, mesmo com a possível tributação de dividendos. Mas por que fazer isso com esta possibilidade? Resposta: não sabemos se realmente virá (lembrem-se que lobistas costumam ser bastante fortes no Brasil, lembrando que promessa de doações para campanha eleitoral em 2022 poderá ser feita); quando virá (do jeito que conhecemos o modo de trabalhar do Congresso Nacional, aliado ao fato de que a relação entre Executivo e Legislativo é muito ruim); possibilidade de Guedes deixar o cargo caso note que o plano original foi muito alterado ou que seu encaminhamento para votação está muito demorado; se acontecer algum problema mais grave nos EUA por causa da alta liquidez do mercado, o Real tende a se valorizar perante a moeda estadunidense, o que compensaria, em certa medida, a eventual tributação. E outras duas razões que reputo serem as mais relevantes: controlamos aquilo que está ao nosso alcance (a possível tributação de dividendos não está); manter a diversificação da carteira em várias moedas é imprescindível, mesmo com a tributação de diviendos de ativos nacionais.

Hoje, meu patamar de recebimento de dividendos relativos a ativos nacionais correspondem, aproximadamente, a 20% do total de minhas despesas mensais. Reconheço que, a partir do momento, que estes dividendos cobrirem 100% de meus gastos, terei um conforto emocional tremendo. Daí, preciso continuar a adquirir BDRs, ações e FIIs para alcançar tal patamar o mais rápido possível.

Quarta observação. Por entender que o mercado ainda está muito esticado, acabei não adquirindo nenhuma BDR. O que dificulta, no caso, por óbvio, é que a compra leva em conta a questão cambial e por ser lote fechado. Mas pretendo voltar a aportar logo que entender adequado, a fim de ter dividendos imediatos em minha conta em Dólar.

Quinta observação. Para o próximo mês, devo rescindir o contrato de seguro resgatável que firmei com a Prudential em outubro/2019, pois encontrei uma proposta mais interessante junto à Icatu (indicação do assessor de investimentos). No contrato vigente, são 10 parcelas anuais de aproximadamente R$ 7.500,00. Irei perder 10/12 avos daquilo que já quitei referente à parcela paga no ano passado.

Entretanto, com a nova avença, o valor será um pouco mais baixo (em caso de morte, o valor a ser pago é de R$ 150.000,00 e em caso de invalidez, R$ 1.000.000,00), com a vantagem de ter cláusula vitalícia de cobertura por invalidez permante, o que eu não possuía na Prudential. Caso permanecesse nesta, a cobertura por invalidez seria apenas até os 65 anos de idade.

Ao final do prazo de 10 anos de pagamento (depois disso, não preciso pagar mais nada), poderei resgatar o que investi, corrigido pela inflação, mas o meu interesse é ficar com o seguro até o fim da vida, a fim de dar tranquilidade para minha esposa para fins de abertura de processo de inventário.

Alguns podem ver que é desperdício de dinheiro, mas gosto de ter esta segurança. Desde o meu primeiro automóvel na vida, sempre contratei seguro para todos que possuí. O mesmo para minha residência. Já tive que acionar (acidente automobilístico e perda de aparelhos eletrônicos por causa de descarga elétrica) e o resultado foi a contento. Imagine bater em um carro importado? Ter que desembolsar R$ 10.000,00 em um único farol?

De igual maneira, tenho plano de saúde para mim e para minha esposa, pois seria surreal pagar R$ 20.000,00 por uma diária de UTI.

Quaisquer dúvidas e comentários são sempre bem-vindos.

Continuaremos nosso bate-papo no próximo post.

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Até mais!

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Recomendação de vídeo sobre macroeconomia

Olá! Tudo bem?

Sei que muitos investidores não gostam de Fernando Ulrich por acreditar que é uma espécie do mensageiro do Apocalipse.

Mas como sempre gosto de ressaltar, investimento não é religião e nem clube de futebol. Você deve tratar o mercado, suas teses e tudo que o circunda, com isenção, sem paixões, pois quanto menor a emoção envolvida no ato de julgamento, mais límpidas serão suas conclusões, já que isentas de qualquer tipo de viés.

Por mais que você seja um investidor muito otimista, devo acreditar que você  vê, com preocupação, esta massiva impressão de dinheiro no mundo, conjugada pelo descolamento operado entre a economia real e os resultados rececentes das bolsas de valores ao redor do mundo.

Por mais que saibamos que o mercado precifica a expectativa daquilo que está por vir, não há como negar que o momento pelo qual estamos passando pode ser qualificado como, no mínimo, "estranho".

Assim sendo, faço a recomendação do seguinte vídeo. Apesar de ser relativamente longo, dá para ouvir na velocidade 2x, sem prejuízo de compreensão. Pelo menos, para mim, obtive alguns insights que confirmam ideias já consolidadas em minha mente e outros que me alertaram para novas questões.



Até mais!

GRÁTIS!!! Cursos de micro e maroeconomia

Olá! Tudo bem?

Acabei de receber um e-mail falando da disponibilização de dois cursos pela Escola Virtual do Governo: microeconomia e macroeconomia.

GRATUITOS!! Não é golpe.

Não precisa ser funcionário público para fazer a inscrição. Disponível para qualquer cidadão.

Vou fazer ambos, pois CONHECIMENTO É O MAIOR PATRIMÔNIO QUE VOCÊ PODE TER EM VIDA.

Vamos lá???

Os links são: 



Até mais!

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Erros e acertos no primeiro semestre de 2020 e expectativas para o segundo semestre

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

Se você não quer ou não pode ler os posts deste espaço (está em ambiente público ou dirigindo, por exemplo) ou possui deficiência visual, use o plugin Audima que se encontra no topo do título de cada postagem para ouvir seu conteúdo (basta clicar no botão play). É gratuito. Funciona como uma espécie de podcast.



Chegamos à metade do ano. Como o objetivo deste espaço é criar um registro histórico de minha evolução patrimonial e de meu modus operandi, creio ser relevante fazer um levantamento do que ocorreu no primeiro semestre de 2020.

Inicialmente, cumpre ressaltar que por causa da venda do lote, alcancei um patamar que não esperava ao final de 2019, até porque, no final do ano passado, ainda não tinha 100% de convicção em vendê-lo. Com o advento da pandemia, cheguei à conclusão de que valeria a pena me livrar do imóvel o mais rápido possível, mesmo perdendo alguma coisa, já que não dispõe de água e esgoto e não vejo, com esta quebradeira toda, a municipalidade tendo dinheiro para levar estes benefícios à região onde localizado o lote em curto/médio prazo.

Ademais, a venda de imóvel de família, com recebimento de minha cota parte, também não estava nos planos.

O que ajudou também no aumento do tamanho da carteira foi a apreciação do Dólar perante o Real e o maior foco dos aportes em ativos estrangeiros. Com a crise em 2020, tendo o Brasil caído mais do que os EUA, compensei parte do prejuízo com a variação cambial. Tal constatação faz com que continue acreditando que ter parte relevante do patrimônio em outras moedas mais fortes do que o Real podem trazer inúmeros benefícios no longo prazo ao investidor.

Quanto mais cedo, melhor. Não concordo com o argumento defendido por alguns que só depois de formar carteira no Brasil, é que valeria a pena adquirir ativos no exterior. Defendo a tese de quanto mais diversificada estiver sua carteira, logo no início da jornada, mais protegido você estará e, por consequência, menos disposto a vender tudo no momento da baixa.

Ademais, imaginemos que você deixe sua carteira previdenciária, por muito tempo, atrelada tão somente a ativos nacionais. Um belo dia, você resolve que precisa ter pelo menos 30% do patrimônio em outra moeda. Você poderá levar anos, se não, décadas, a depender do seu nível de aporte, para atingir tal patamar, se o objetivo não for diminuir a cota de ativos brasileiros.

Se você faz este balanceamento, o mais cedo possível, alterações de rota serão muito mais facilmente postas em prática.

É digno de nota como a troca de conhecimento com outros integrantes da Firesfera pode nos ajudar, sobremaneira, na tomada de decisões. Enxergar coisas antes não vistas, ou ver algo com outros olhos. Obrigado a todos!!!

Agora, vamos aos erros.

Primeiro erro. Quando recebi o montante relativo à negociação do imóvel de família na segunda quinzena de janeiro, pensei em levar tudo para o exterior, quando o Dólar custava R$ 4,18. Mas, fraquejei. Imaginei, naquele momento, que "o Dólar está caro, vou esperar para abaixar".

No final das contas, o Dólar engatou uma curva ascendente de valorização e perdi a oportunidade. Acabei alocando os R$ 120.000,00 em títulos do Tesouro Direto IPCA+ 2026, 2035, 2040 com juros semestrais e 2045.

Posso dizer que me arrependo, pois o meu custo do Dólar, hoje, estaria consideravelmente mais baixo.

Mas como não dá para prever o futuro e não faz bem para o emocional ficar remoendo decisões ruins adotadas no passado, vida que segue, até porque, com 25 anos de aportes pela frente, este "pretenso prejuízo" nem será notado em meados de 2045/2050.

Tal experiência serviu de lição, pois nos meses seguintes, fiz remessas ao exterior mensalmente, sem me importar com a cotação do Dólar, sendo que todo o valor fruto da negociação do lote foi para os EUA.

Segundo erro. Investi em IRBR em 2019 e deu no que deu. Vou colocar o ativo na geladeira, esperando uma eventual recuperação com mudanças na governança da empresa até porque acredito que o setor de seguros, por mais que possa ter problemas em virude da pandemia, é um dos melhores em matéria de custo-benefício (se a análise do risco é bem feita, a empresa pode virar uma máquina caça-níqueis).

A posição é pequena. A meu ver, não vale a pena me desfazer do ativo. O que aconteceu com ele, Boeing, GE e Wirecard são alguns exemplos mais recentes que me fazem pensar que o mais seguro é investir no mercado acionário, via ETFs, já que o risco é muito diluído. Falcatruas cometidas jamais aparecerão em balanços trimestrais. Por mais que a empresa tenha apresentado um bom histórico no passado e você seja o melhor analista (a não ser que tenha informação privilegiada), ficará sujeito a enfrentar prejuízos decorrentes de procedimentos ilegais e/ou imorais por dirigentes da empresa.

Para o segundo semestre, pretendo estudar mais sobre estratégias quando estiver no momento de fruição do patrimônio acumulado. Hoje, tendo a adotar a postura de não querer tocar no montante referente à valorização da carteira ao longo das décadas, mas, como já disse neste espaço, tenho a cabeça aberta, sem preconceitos. Prova disso que é resolvi alocar parte do patrimônio em ETFs irlandeses de acumulação, apesar de gostar bastante de ver o pinga-pinga dos dividendos.

Não cheguei a fazer um estudo mais aprofundado, mas creio que, em um ambiente de normalidade, o investidor poderá ter um ganho extraordinário caso se utilize desta espécie de ETFs, pois o efeito dos juros compostos, atrelado ao benefício de não ter que pagar os 30% de imposto sobre dividendos dos EUA por décadas, fará com que o capital investido possa ser expandido de forma avassaladora (sem contar que fico livre do imposto sobre herança).

Não bastasse isso, lembremos que pela regra atual, posso vender ativos estrangeiros, com lucro, até o limite de R$ 35.000,00, ao mês, que não terei que pagar imposto no Brasil, o que valeria para os ETFs irlandeses de acumulação. Notamos que eles possuem uma vantagem sobre as BDRs, cuja venda não se sujeita a qualquer tipo de isenção tributária (cairíamos na vala comum dos 15% de immposto sobre o lucro). Assim sendo, irei fazendo o balanceamento entre estes ETFs e as BDRs, pois, não sabemos se, no futuro, toda esta dinâmica poderá ser alterada. Assumindo esta postura, creio estar dimuindo os riscos da carteira, inclusive no aspecto tributário, pois estarei investindo em ativos totalmente descorrelacionados entre si.

Com base no raciocínio de um colega que comentou neste espaço, vou passar a estudar a possibilidade de investir em ETFs irlandeses de acumulação não só em Dólar, mas em outras moedas como Libra, Euro, Franco Suíço, com olhos em um possível ganho extra na variação cambial, pois não podemos prever por quanto tempo o Dólar continuará reinando no mundo.

Quem acompanha os meus fechamentos mensais, notou que procuro ter a maior diversificação possível na carteira. Para alguns, pode parecer que são muitos ativos, mas procuro trabalhar a fim de minimizar a fragilidade da carteira, buscando um contrapeso não diretamente correlacionado a cada ativo existente, de forma que, no final das contas, mesmo que não tenha grande rentabilidade, não irei perder tanto em momentos de stress do mercado.

Pode parecer prematuro pensar sobre isso no estágio em que estou, mas gosto de planejar a longo prazo, a fim de evitar surpresas desagradáveis no futuro. Se, hoje, já tenho ideia de como vou querer a carteira quando estiver me aposentando, o balanceamento dos ativos, durante as décadas, será bem mais fácil. Se, lá na frente, me deparo com alguma situação mais grave, poderá ser bem mais complicado fazer os devidos ajustes. Mais uma tentativa de tornar meu patrimônio o mais resiliente possível.

O Aposente aos 40 soltou um estudo sobre a viabilidade/sustentabilidade do plano de se gastar a parte relativa à valorização do patrimônio após o atingimento da aposentadoria. Você encontra aqui. Vale muito a leitura.

De igual modo, este vídeo do Otávio Paranhos também mostra, de modo realista, como fazer uma simulação de quanto você irá precisar para se aposentar.

Até mais!

terça-feira, 14 de julho de 2020

Dicas de canais no YouTube para passar o tempo livre

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Algumas dicas de canais no YouTube, pois tv aberta, ninguém merece, e nem tudo se salva no Netflix.

Pra quem gosta da Segunda Guerra Mundial, este canais são OBRIGATÓRIOS. Repito: OBRIGATÓRIOS. 





Para quem gosta de aviação, canal Aviões e Música.



sexta-feira, 10 de julho de 2020

Empreender não é tão fácil quanto dizem por aí

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Já tinha comentado em outro post que iria fazer um relato sobre empreendedorismo, baseado em nossa experiência. E, ontem, uma pessoa, na seção de comentários, tocou neste assunto. Daí, decidi parar de protelar e escrever logo a respeito.

Antes de mais nada, preciso deixar bem claro que o que aconteceu conosco não ocorreu com todos os outros. É apenas uma percepção de um indivíduo. Há inúmeros casos espalhados pelo mundo de pessoas que transformaram apenas uma ideia, muito simples, boa parte das vezes, em negócios altamente rentáveis.

Ademais, precisamos considerar que tentamos empreender no ramo de pet shop. É tão somente um tipo de negócio. Há inúmeros outros, com diversas sistemáticas de funcionamento. O que dá certo para um setor, pode não dar para outro. O momento de abertura do negócio, seu local de funcionamento, sua clientela, sua política de preços são alguns fatores que podem definir o sucesso ou fracasso de uma empreitada no ramo dos negócios.

Dois motivos nos levaram a abrir o pet shop: poder pagar menos em rações e medicamentos para nossos cães e gatos resgatados que vivem conosco (a conta é alta, pois, depois da perda de Kinski no mês passado, são 26 vidas a serem cuidadas); ter uma fonte de renda auxiliar a fim de aprimorar os aportes em vista do objetivo de se alcançar a liberdade financeira.

Por que pet shop? Como envolve alimentação de animais de estimação, é algo necessário e não voluptuário. O dono do bicho precisa sempre voltar a consumir  no estabelecimento para a manutenção da vida de seu melhor amigo (se você conquistar o cliente, poderá ter uma recorrência infinita). Cada vez mais os humanos tratam os cães e gatos como filhos. Um dos ramos que mais está expandido não só no Brasil, como no globo.

Como não tinha muitas reservas financeiras à época, a ideia foi fazer algo diferente. O pet shop não seria nem um pouco tradicional. Não teria serviço de banho e tosa e nem clínica veterinária. Funcionaria na minha própria casa, em um local reservado, de forma que pudesse armazenar, de maneira devida, os produtos a serem comercializados (basicamente, rações, medicamentos e acessórios). Fazendo assim, a expectativa era de aumentar o retorno da operação em menos tempo, pois seus custos de funcionamento seriam baixíssimos (eu e minha esposa iríamos cuidar de tudo, sendo que eu ficaria responsável por fazer as entregas fora do expediente de meu trabalho no serviço público, a fim de não ter despesas e dor de cabeça com contratação de funcionário).

Tirei férias do trabalho (para quem não sabe, sou funcionário público) só para fazer cursos na regional do SEBRAE em minha cidade. Havia dias que saía de casa logo cedo para só voltar tarde da noite, pois fazia 3/4 cursos ao dia. Cursos de imersão aos sábados e domingos. No total, acho que foram 32 só no SEBRAE. Alguns muitos bons, outro fracos, mas, no final das contas, deu para se ter uma ideia de como abrir e manter um negócio. Além disso, mais tarde, contratei uma consultora do SEBRAE para fazer o estudo de meu negócio a fim de indicar melhorias.

Depois de obtidas as devidas licenças de funcionamento junto aos órgãos competentes e com o CNPJ em mãos, procurei por fornecedores dos produtos. E acabou surgindo o primeiro grande problema. Para você ter preços competitivos, você acaba sendo obrigado a comprar grandes volumes. Não adianta chorar. As fabricantes/distribuidoras simplesmente impõem esta forma de trabalho. Lembrando que se você não conseguir vender o produto antes do final do prazo de validade, você fica com o prejuízo.

Assim sendo, sem alternativas, comecei a operação, tendo que gastar mais dinheiro do que haviado planejado, de início, para poder fazer estoque. Cometi o segundo erro ao comprar produtos de várias marcas, pois acreditava que assim não perderia clientes por não ter o produto de sua preferência.

E aí, surgiu a maior de todas as dificuldades: enfrentar a prática de dumping pelos maiores concorrentes.

Basicamente, dumping é quando uma empresa, por ter muita escala, acaba obtendo grandes descontos ao comprar produtos dos fabricantes para revenda. Descontos estes que jamais serão alcançados pelos negócios menores. Daí, está estabelecida uma concorrência bastante desleal.

Não estou defendendo com isso que o mercado não deve ser livre, de forma alguma. Mas uma coisa é quando nós, na condição de consumidores, clamamos por livre comércio, pensando em pagar menos por ter maior concorrência. Outra coisa é quando você está na ponta contrária, tendo que competir com um gigante em condições díspares. E olha que, no meu caso, não tinha despesas com aluguel e salários de funcionários.

Não foi uma vez. Foram várias as oportunidades em que me deparei com o preço praticado pelo concorrente ser menor do que aquele que eu pagava para o meu fornecedor. Como você consegue sobreviver nestas condições? O cliente, por mais que goste de seu atendimento, quer pagar o mínimo que puder se o produto é encontrado em vários locais. Não tem segredo.

E aí, se você resolve diminuir a sua margem de lucro para poder competir com aquele que pratica dumping, os seus concorrentes menores denunciam seu ato para o fornecedor/distribuidor que te enquadra, dizendo que se não voltar ao preço normal, irá suspender as vendas ao seu negócio.

Marketing digital também não é tão simples quanto parece. Gastei verba para isso, mas não deu o resultado esperado. Concluí que para tornar o seu negócio conhecido para possíveis clientes, você precisa jogar iscas, como brindes ou descontos bastante expressivos, sob pena de não chamar a atenção do público alvo. Se a operação de seu negócio já trabalha com baixíssimas margens de lucro, como você terá condições de ofertar brindes e promoções de peso com olhos no aumento dos clientes?

O que mais tem no mundo é cliente, inclusive de classe mais abastada, que passa dos limites ao pechinchar (não sei se é coisa apenas do brasileiro). Praticamente quer o produto de graça. Não vê o lado do comerciante. E faz questão de jogar na sua cara que vai comprar no concorrente por ter encontrado preço mais baixo. Muitos vão além e mentem ao dizer que encontraram valores inferiores na concorrência. Algumas vezes, liguei para conferir a procedência da informação, e a resposta era que o preço era outro.

Outro detalhe. Sou uma pessoa bem franzina. Imaginem carregar sacos de 25 kg nas costas durante as entregas. Subir escadas com tal peso... Não é fácil.

No Google, o meu negócio só tem avaliações positivas, mas, à medida que o tempo passa, o número de clientes fieis só cai, ainda mais neste momento tão complicado em que estamos vivendo. Desemprego, queda de renda, etc. Muitas pessoas abandonando os animais nas ruas por simplesmente não terem dinheiro para alimentá-los. Outros procurando produtos de péssima qualidade e que podem trazer danos à saúde de seus pets, pois não conseguem mais comprar aqueloutro de nível superior.

Além disso, como sou protetor de animais, desde o surgimento do negócio, tentei ajudar outros protetores e ONGs envolvidas na causa. Mas como todos eles necessitam de doações para resgatar e cuidar dos bichanos, levei muitos calotes, tendo perdido a esperança de recuperar o crédito. Além disso, com o panorama atual, esta parcela dos meus clientes diminuiu consideravelmente, pois se eles não recebem mais doações como antigamente, passam a comprar menos ou simplesmente param de comprar de mim por me recusar a vender produtos que reputo serem prejudiciais à saúde dos animais ou por não ter os mesmos preços que os grandes players do mercado.

Alguém pode dizer que eu deveria ter feito mais pesquisas antes de decidir pela abertura do negócio. Mas é importante ressaltar que quando dei início às atividades em agosto/2019, as condições econômicas, em geral, eram melhores. Estudei muito, fiz cursos (não só no Sebrae, como também de marketing digital). Como já foi dito, o setor estava numa curva ascendente constante. Como não conhecia, à época, nenhum dono de pet shop, seria difícil conseguir extrair informações relevantes sobre o funcionamento do negócio, pois o mesmo poderia achar que iria me tornar um possível concorrente. Quem irá entregar o ouro para o lobo?

Reconheço que se o pet shop estivesse atrelado à uma clínica veterinária e serviço de banho e tosa, a situação atual poderia ser diferente, mas precisamos lembrar que: teria enormes gastos com aluguel de espaço e sua consequente montagem e contratação de funcionários; não dispunha de reservas financeiras para isso naquele momento; não gostaria de contrair empréstimo, pois ainda estava pagando as prestações da casa onde resido.

Com base nestas conclusões, digo que para ter alguma chance neste mercado de pet shops, o interessado precisa ter um numerário muito relevante para iniciar a operação de forma completa (pet shop, banho e tosa e clínica veterinária), pois para poder fazer frente à concorrência já estabelecida, precisará entrar com tudo, de forma agressiva, com grande investimento em marketing e em promoções, a fim de se tornar conhecido no menor tempo possível. E isso vale para a maioria dos outros negócios. Não acredite que você terá grandes chances de êxito se começar o negócio sem dinheiro algum.

Obviamente, em agosto/2019, quando iniciei as operações, não poderia prever o futuro. O plano seria que com o crescimento do negócio, poderia, algum dia, expandir para banho e tosa e clínica veterinária (lembrando que sou formado em Direito), mesmo que tivesse que me endividar, mas desde que o crescimento do lucro justificasse tal atitude.

Em certa medida, em face do atual cenário, agradeço a Deus por não ter contraído dívidas para abrir o negócio, a fim de abarcar o banho e tosa e a clínica veterinária. Como iria pagar funcionários no momento em que vivemos? Hoje, não tiro nem um salário mínimo livre, por mês, mas, em contrapartida, dormimos com a consciência tranquila, sem nenhuma dívida e sem empregados para dar satisfação.

Continuamos tendo o benefício de poder comprar o que nossos bichos necessitam a preço de atacado, o que faz muita diferença, no final das contas.

Penso que é mais fácil empreender quando você tem um produto ou serviço único. Algo que não tenha ou tenha pouquíssima concorrência. Algo que tenha um grau de artesanalidade, que não pode ser copiado, em sua essência, como, por exemplo, no ramo de alimentação. A empada que você faz é tão boa que o cliente percorre quilômetros para adquiri-la ou paga o preço pedido, sem pestanejar, pois o prazer que proporciona é único. Em um pet shop, a não ser o atendimento, os produtos comercializados são encontrados em todos os seus concorrentes. É muito mais complicado você se diferenciar dos demais.

Então, concluindo, empreender é muito mais difícil do que possa parecer, ainda mais, agora, quando há projeto de lei que quer alterar o regime do SIMPLES. Se realmente sair a mudança, levando-se em consideração que a maioria dos empreendedores qualifica-se como MEI, o que já era complicado, pode-se tornar impossível, levando uma massa de indivíduos para a informalidade, sem a arrecadação de tributos pelo Estado.

Não quero, com este relato, desincentivar as pessoas a empreender, até porque boa parte das grandes fortunas no mundo não foi conquistada no mercado financeiro, mas sim, com a abertura de negócios que depois se tornaram máquinas formidáveis de fazer dinheiro. Ainda acredito que a melhor maneira de aumentar, exponencialmente, o patrimônio, é abrir um negócio que se mostre exitoso ao longo do tempo. Mas saiba que, falando de Brasil, não será nem um pouco fácil.

Não bastasse isso, se a crise no Brasil se prolongar durante os próximos anos, a tendência é a quebra de vários negócios menores ou que não possuíam reserva de emergência, o que fortalecerá os que restaram, dificultando a vida de novos entrantes.

Antes de começar, estude muito (nicho de mercado, público-alvo, localização, viabilidade comercial e temporal do produto/serviço a ser ofertado, concorrência, política de fidelização do cliente, etc). Não deixe também de avaliar quanto tem de reservas financeiras para aguentar os primeiros anos, caso a operação lucre pouco ou não lucre.

Sucesso a todos aqueles que venceram e que pretedem vencer por meio da abertua de seu próprio negócio!

Quaisquer dúvidas e comentários são sempre bem-vindos.

Continuaremos nosso bate-papo no próximo post.

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Até mais!

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Participe da pesquisa sobre o movimento FIRE no Brasil

Olá! Tudo bem?

O Aposente aos 40 disponibiliza, a cada ano, uma pesquisa sobre o movimento FIRE no Brasil.

Você encontra o link do levantamento referente a 2020 aqui. É uma ótima forma de ver como está a evolução da Firesfera.

O resultado relativo a 2019 está aqui.

Neste link, encontramos vários blogs cadastrados na Firesfera.

Neste link, você pode participar e acompanhar o Ranking da Firesfera. 

Até mais!

segunda-feira, 6 de julho de 2020

LUTO!!! Perdemos Ennio Morricone

Olá! Tudo bem?

Para mim, não, pois Ennio Morricone se foi. Se você não reconhece o nome, provavelmente já ouviu alguma obra dele. Conheça mais aqui. Sem sombra de dúvida, um dos maiores compostidores de música moderna. Várias composições inesquecíveis.

O Maestro se foi, mas seu legado é tão poderoso que o tempo não conseguirá jamais apagá-lo.














Sentiremos muito a sua falta!