sexta-feira, 31 de julho de 2020

R$ 781.819,70 (US$ 154.509,82) - Fechamento Julho/2020 - FIRE IN THE HOLE

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

Se você não quer ou não pode ler os posts deste espaço (está em ambiente público ou dirigindo, por exemplo) ou possui deficiência visual, use o plugin Audima que se encontra no topo do título de cada postagem para ouvir seu conteúdo (basta clicar no botão play). É gratuito. Funciona como uma espécie de podcast.



Antes de tudo, friso que não sou analista de investimentos e que não faço recomendações (nunca venderei nada este blog, pois não é meu intuito ganhar dinheiro com isso, mas apenas ajudar aqueles que estão vivendo na Matrix, imersos no fenômeno da "corrida dos ratos" - veja mais aqui - a abrirem os olhos).


Para você entender minha evolução na jornada em busca de independência financeira e o racional utilizado, o fechamento dos meses antecedentes encontram-se na coluna FIRE IN THE HOLE deste blog. Se você é iniciante, sugiro nunca ver o fechamento de um único mês, mas a sequência deles para compreender qual é a estratégia adotada a fim de você não correr o risco de chegar a falsas conclusões.

PATRIMÔNIO (VALOR DE MERCADO):
JAN/2020: R$ 378.965,10
FEV/2020: R$ 528.391,40
MAR/2020: R$ 445.896,00
ABR/2020: R$ 516.061,70 
MAI/2020: R$ 566.445,01 (US$ 108.306,88) - Dólar a R$ 5,23 em 31/05/2020 no câmbio de volta da Remessa on line sem uso de cupom de desconto
JUN/2020: R$ 739.411,48 (US$ 138.466,56) - Dólar a R$ 5,34, em 29/06/2020 no câmbio de volta da Remessa on line sem uso de cupom de desconto


JUL/2020: R$ 781.819,70 (US$ 154.509,82) - Dólar a R$ 5,06, em 31/07/2020 no câmbio de volta da Remessa on line sem uso de cupom de desconto

CUSTO MÉDIO DO DÓLAR: R$ 5,0277

GRÁFICOS:



Ações: ABEV3, BBDC3, EGIE3, ELET3, ENBR3, EQTL3, FLRY3, FRAS3, IRBR3, ITUB3, ITSA3, ITSA4, LINX3, LREN3, MDIA3, PETR3, PSSA3, RADL3, SAPR4, SAPR11, TAEE11, TOTS3, VALE3, VVAR3, WEGE3.

Ações (hibernação): BRAP4, BTOW3, CLSC4, CSNA3, CYRE3, EMBR3, GOLL4, HAGA3, LOGN3, POSI3, RAIL3, USIM5.

FIIs: ABCP11, ALZR11, BCFF11, BRCR11, BTLG11, FIGS11, FIIB11, FLMA11, HFOF11, GGRC11, HGCR11, HGBS11, HGLG11, HGRE11, HTMX11, KNCR11, KNIP11, KNRI11, LVBI11, MALL11, MGFF11, OUJP11, RBRD11, RBRF11, TGAR11, UBSR11, VILG11, VISC11, VRTA11, XPLG11, XPML11.

Stocks: MMM, ABT, ACN, BABA, GOOG, AMZN, AWR, BUD, T, BIDU, BRK.B, BLK, BG, CVX, CSCO, KO, CL, DOV, DOW, DD, EMR, XOM, GD, GE, GIS, GPC, GSK, GPRO, HON, HRL, INTC, KHC, LMT, MCD, MSFT, MDLZ, NYT, NKE, NOC, NVS, NVDA, ORCL, PEP, PETR, RIO, RDSA, CRM, SNY, SAP, SWK, T, TGT, TXN, UL, UNP, VRSN, VZ, V, WPC, DIS.

REITs: BXP, EPR, FRT, QTS, REET, SLG, TRNO, VHT, VNQ, VNQI.

ETFs de renda variável: DIV, DTH, DWX, EDIV, EEMV, FAN, FGD, GLD, HDV, IAU, IDV, IJR, IVAL, IVV, NOBL, QQQE, QVAL, RGI, RHS, RYF, RYT, RYH, RYU, SLYV, SPHQ, TAN, URTH, USHY, USO, VEA, VEU, VLUE, VOO, VT, VTI, VXUS, VWO, XLP, ZIG.

ETFs de renda fixa: BIL, EMB, TIP, SHY.

BDRs: R1IN34, SIMN34, BOXP34, P1LD34.

Primeira observação. A evolução patrimonial continua, seja por causa da questão cambial, seja em virtude da alta dos mercados, apesar de ainda me sentir incomodado com isso, já que, até o momento, não temos uma vacina com eficiência comprovada para o COVID19. Ademais, as injeções de liquidez persistem, não vendo ainda nenhum sinal mais incisivo de volta da atividade econômica. 

Li uma notícia sobre o candidato democrata, Biden, que teria dito que, se eleito, vai fazer o que estiver a seu alcance para garantir o funcionamento da economia. Em outras palavras, novos QEs estão no radar, o que me deixa preocupado. Não é possível que os dirigentes acreditem que é possível prolongar este movimento de forma indefinida no tempo de forma que nunca terão que enfrentar as consequências desta massiva liquidez do mercado.

Segunda observação. Como disse no post do fechamento de junho, o plano para julho seria usar parte do montante parado na conta da TD Ameritrade/Interactive Brokers, mas como o movimento altista persiste e tenho direito a três meses de isenção de cobrança de taxa de custódia na IB, preferi aguardar. De qualquer maneira, a partir de setembro (quando acaba a isenção), começarei a aportar nos ETFs irlandeses de acumulação. Provavelmente, vou iniciar com aqueles cujos ativos não estão diretamente relacionados ao Dólar, mas sim, a outras moedas (ETFs de países desenvolvidos e emergentes), já que há indicativos de que Trump possa fazer novas injeções antes do pleito eleitoral.

Terceira observação. Reconheço que este mês foi um dos mais difíceis para tomar decisões desde que comecei a jornada em janeiro de 2019. São tantas incertezas... De início, o plano seria levar todo o aporte para os EUA, mas como já vislumbro que este movimento de expatriação de recursos por parte dos investidores brasileiros não deixará de ser notado pelo governo, logo, irão aumentar o IOF ou criar um novo tributo sobre estas remessas.

Se eu fosse o Ministro da Economia, no intuito de aumentar a arrecadação de impostos, iria tributar os dividendos sobre ativos brasileiros, mas, ao mesmo tempo, no próprio corpo do projeto de lei, já iria fechar a porta para quem quissese mandar dinheiro para o exterior, sob a alegação de que iria enfraquecer o mercado acionário nacional.

Daí, surge a dúvida: mandar o máximo que puder para fora antes que haja aumento de tributação na remessa, mesmo que seja para deixar como reserva de oportunidade? Da mesma forma que a tributação poderá vir na remessa, poderá vir na repatriação. Não temos como prever, apesar que é forçoso reconhecer que, pela lógica, não faria sentido tributar dinheiro que está voltando ao Brasil que, em tese, irá ajudar no giro da economia nacional.

Em contrapartida, mesmo que haja tributação de dividendos, vemos que, em Dólar, a bolsa brasileira ainda está relativamente "barata" (alguns ativos ainda não voltaram para cotações anteriores, especialmente no setor financeiro), apesar do maior risco envolvido. Como já escrevi neste espaço, quero ter parte de meu patrimônio vinculado a ativos geradores de dividendos imediatos e parte nos de crescimento (o foco aqui seriam os ETFs irlandeses de acumulação).

Por consequência, me vi, de certa maneira, obrigado a fazer subscrições de FIIs neste mês, quais sejam: HGLG12, ALZR12, VILG12 e IRDM12. Achei os valores convidativos em face da qualidade dos mesmos.

Hoje, a minha maior posição em FIIS é no GGRC11, mas não foi algo premeditado. Aconteceu. Mas, nesta classe de ativos, prefiro priorizar aqueles mais sólidos, mesmo que não paguem tanto (HGLG11, KNRI11, HGBS11, HGRE11), pois vislumbro para o futuro um movimento de consolidação do setor, com a compra dos menores pelos maiores. Ademais, hoje, priorizo FIIs de logística, já que as previsões são no sentido do aumento paulatino e constante do e-commerce.

Então, com estas subscrições, vou aumentar minha posição em FIIs de logística e, consequentemente, meus dividendos mensais, mesmo que, num primeiro momento, ainda sofram com os efeitos da pandemia.

Para agosto, estou na dúvida se começo a aportar, de maneira fracionada, em FIIs de shoppings centers, dado o desconto ainda verificado. A não ser que acreditemos que a pandemia ainda irá assolar o mundo por um bom tempo, o movimento nos shoppings, mais cedo ou mais tarde, tende a voltar à normalidade, até porque para o brasileiro, é um local de lazer e não só de consumo, dada à violência que impera no país. Dentro do shopping, o indivíduo, por mais que tenha que pagar pelo estacionamento do automóvel, me sente mais tranquilo do que em logradouro público.

Novos aportes em Itaú, Bradesco e companhias do setor elétrico podem acontecer em breve, mesmo com a possível tributação de dividendos. Mas por que fazer isso com esta possibilidade? Resposta: não sabemos se realmente virá (lembrem-se que lobistas costumam ser bastante fortes no Brasil, lembrando que promessa de doações para campanha eleitoral em 2022 poderá ser feita); quando virá (do jeito que conhecemos o modo de trabalhar do Congresso Nacional, aliado ao fato de que a relação entre Executivo e Legislativo é muito ruim); possibilidade de Guedes deixar o cargo caso note que o plano original foi muito alterado ou que seu encaminhamento para votação está muito demorado; se acontecer algum problema mais grave nos EUA por causa da alta liquidez do mercado, o Real tende a se valorizar perante a moeda estadunidense, o que compensaria, em certa medida, a eventual tributação. E outras duas razões que reputo serem as mais relevantes: controlamos aquilo que está ao nosso alcance (a possível tributação de dividendos não está); manter a diversificação da carteira em várias moedas é imprescindível, mesmo com a tributação de diviendos de ativos nacionais.

Hoje, meu patamar de recebimento de dividendos relativos a ativos nacionais correspondem, aproximadamente, a 20% do total de minhas despesas mensais. Reconheço que, a partir do momento, que estes dividendos cobrirem 100% de meus gastos, terei um conforto emocional tremendo. Daí, preciso continuar a adquirir BDRs, ações e FIIs para alcançar tal patamar o mais rápido possível.

Quarta observação. Por entender que o mercado ainda está muito esticado, acabei não adquirindo nenhuma BDR. O que dificulta, no caso, por óbvio, é que a compra leva em conta a questão cambial e por ser lote fechado. Mas pretendo voltar a aportar logo que entender adequado, a fim de ter dividendos imediatos em minha conta em Dólar.

Quinta observação. Para o próximo mês, devo rescindir o contrato de seguro resgatável que firmei com a Prudential em outubro/2019, pois encontrei uma proposta mais interessante junto à Icatu (indicação do assessor de investimentos). No contrato vigente, são 10 parcelas anuais de aproximadamente R$ 7.500,00. Irei perder 10/12 avos daquilo que já quitei referente à parcela paga no ano passado.

Entretanto, com a nova avença, o valor será um pouco mais baixo (em caso de morte, o valor a ser pago é de R$ 150.000,00 e em caso de invalidez, R$ 1.000.000,00), com a vantagem de ter cláusula vitalícia de cobertura por invalidez permante, o que eu não possuía na Prudential. Caso permanecesse nesta, a cobertura por invalidez seria apenas até os 65 anos de idade.

Ao final do prazo de 10 anos de pagamento (depois disso, não preciso pagar mais nada), poderei resgatar o que investi, corrigido pela inflação, mas o meu interesse é ficar com o seguro até o fim da vida, a fim de dar tranquilidade para minha esposa para fins de abertura de processo de inventário.

Alguns podem ver que é desperdício de dinheiro, mas gosto de ter esta segurança. Desde o meu primeiro automóvel na vida, sempre contratei seguro para todos que possuí. O mesmo para minha residência. Já tive que acionar (acidente automobilístico e perda de aparelhos eletrônicos por causa de descarga elétrica) e o resultado foi a contento. Imagine bater em um carro importado? Ter que desembolsar R$ 10.000,00 em um único farol?

De igual maneira, tenho plano de saúde para mim e para minha esposa, pois seria surreal pagar R$ 20.000,00 por uma diária de UTI.

Quaisquer dúvidas e comentários são sempre bem-vindos.

Continuaremos nosso bate-papo no próximo post.

Se o conteúdo do site lhe agrada, não deixe se se inscrever como seguidor para receber aviso a respeito de novas postagens.



Até mais!

13 comentários:

  1. ótimo fechamento
    vc faz seguro residencial em qual seguradora?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Scant, tudo bem? Obrigado pela visita.

      Há mais de uma década que faço seguro com a Porto Seguro (casa e carro). Nunca tive problemas.

      Priorizo a mesma pois como tenho o cartão de crédito deles, ganho 5% de desconto nas renovações dos seguros. Além disso, sou acionista. Preciso ajudar rs...

      Sucesso!

      Abraço.

      Excluir
  2. Grande evolução, Mente.

    Rapaz, essas questões todas envolvendo eleições e guerra comercial dos EUA com a China, instabilidade de sempre na Banânia, pandemia que não acaba..tá realmente difícil decidir o que fazer com os aportes. Esse mês, mais uma vez, decidi por mandar todo o aporte para os EUA, ao mesmo tempo que gostaria de aproveitar ativos da bolsa brasileira que ainda estão bem descontados. Complicado!

    Abraço.

    https://engenheirotardio.blogspot.com/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Engenheiro Tardio, obrigado pela visita.

      Quem sou eu na fila do pão, mas acho que estamos vivendo uma bolha no mercado acionário, tanto aqui, como nos EUA.

      Por mais que reconheça que a Apple, por exemplo, tenha o seu valor, ele ter valor de mercado superior ao PIB de um país como o Brasil é surreal.

      Da mesma forma, o lançamento de tantos IPOs neste momento, além da valorização expressiva de empresas que, simplesmente não dão lucro (Hertz, companhias aéreas e de turismo, Nikola, em recuperação judicial) mostra que o momento é de absoluta anormalidade.

      Muitos entrando na bolsa, pensando em ganhos extraordinários em pouquíssimo tempo. Um bando de iludidos. E muitos influenciadores incentivando esta prática. Lamentável.

      Não quero dizer que buy and hold é melhor que trade, mas vejo muita gente assumindo riscos absurdos.

      Não bastasse isso, vejo muita gente achando que o problema da pandemia está resolvido simplesmente pelo fato de terem sido anunciadas vacinas. Quem me garante que estas soluções serão 100% eficazes? O vírus já tem mais de 6 cepas diferentes e há muitos relatos de pessoas sendo contaminadas mais de uma vez.

      Pessoalmente, estou pessimista quanto ao futuro, pois acho que o COVID19 veio para ficar.

      Sucesso!

      Abraço.

      Excluir
  3. Olá, M.I.! Como sempre surpreendendo hein, parabéns por mais este fechamento e, pegando teu bond, também participei da subscrição do irdm! Vamos que vamos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. One, obrigado pela visita.

      Minha posição no IRDM é pequena, mas, até o momento, tem se mostrado um FII de valor.

      Sucesso!

      Abraço.

      Excluir
  4. Respostas
    1. Escola para Investidores, obrigado pela visita.

      Na luta, mas estou preparado para uma redução significativa do patrimônio, pois acho que tanto a bolsa nacional como as internacionais estão vivendo um momento de bolha. Há, a meu ver, um total descolamento da economia real.

      Daí, a prioridade é compor reserva de oportunidade relevante o mais rápido possível.

      Sucesso!

      Abraço.

      Excluir
  5. Excelente fechamento, MI.

    Parabéns pela evolução patrimonial. Também acredito na forte evolução de determinados FIIs e principalmente do setor logístico.

    Abraços.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Diário de Valor, de todos os setores, aposto mais no de logística, pois acredito que o e-commerce tende a crescer bastante na próxima década, especialmente se a pandemia persistir por mais tempo.

      Sucesso!

      Abraço.

      Excluir
  6. Olá M.I. estou passando pelo blog pela a1ª vez, e fiquei impressionado coma guinada no patrimônio de Jan para Jul.
    parabéns! Praticamente dobrou o patrimônio. Boa parte foi devido ao aporte "extra" ou foi tudo rentabilidade?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Foco Na IF, obrigado pela visita!

      Este aumento de patrimônio deu-se, primordialmente, em vista da venda de dois imóveis. No ano de 2020, a rentabilidade de minha carteira ainda está negativa, apesar de um ganho considerável em ouro e na parte do patrimônio vinculada ao Dólar.

      Sucesso!

      Abraço.

      Excluir
  7. Boa tarde Mente Investidora!

    Gostei muito da maneira como você apresenta seus gráficos, vou me inspirar nisso para organizar meus próprios demonstrativos, posso?

    Abraço, parabéns pelo seu conteúdo!

    ResponderExcluir

Deixe seu comentário. Mensagens desrespeitosas serão sumariamente excluídas. Críticas construtivas e sugestões são muito bem-vindas.