quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Despedida e fim do blog

Olá! Tudo bem?

Neste mês, o blog está completando um ano, chegando o momento de ter que renovar o domínio do mesmo. Como não consegui cadastrá-lo junto ao AdSense (o que poderia pagar o custo do domínio) e, por pressão de minha esposa, estou encerrando este espaço.

Ela já vinha falando há algum tempo para tomar tal atitude, pois não gosta deste tipo de exposição de patrimônio. O Brasil é um país muito complicado em termos de segurança e sabemos que é algo muito difícil se proteger de atividade hacker.

Por mais que você tome todas as cautelas devidas, ainda, assim, o risco existe.

Patrimônio é para trazer paz e segurança e não stress e preocupações.

Imaginei criar um canal no YouTube, sem mostrar o rosto, inclusive com realização de lives com os colegas para troca de conhecimento, mas teria que investir dinheiro em equipamentos de gravação, além de me tomar tempo.

Assim sendo, agradeço a todos pela audiência e troca de conhecimento que me fizeram crescer, sobremaneira, como investidor, apesar de ainda não ter dois anos de jornada.

Continuarei a frequentar os blogs dos colegas, pois serei um eterno aprendiz.

E, se algum de vocês quiser continuar esta troca de informações, diretamente comigo, meu e-mail é menteinvestidoragyn@gmail.com. Será um prazer manter contato com todos vocês. Talvez, até criando algum grupo no Telegram ou WhatsApp.

Abraço a todos e MUITO OBRIGADO POR TUDO!!!

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Fechamento Agosto/2020 - FIRE IN THE HOLE

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

Se você não quer ou não pode ler os posts deste espaço (está em ambiente público ou dirigindo, por exemplo) ou possui deficiência visual, use o plugin Audima que se encontra no topo do título de cada postagem para ouvir seu conteúdo (basta clicar no botão play). É gratuito. Funciona como uma espécie de podcast.



Antes de tudo, friso que não sou analista de investimentos e que não faço recomendações (nunca venderei nada este blog, pois não é meu intuito ganhar dinheiro com isso, mas apenas ajudar aqueles que estão vivendo na Matrix, imersos no fenômeno da "corrida dos ratos" - veja mais aqui - a abrirem os olhos).


Para você entender minha evolução na jornada em busca de independência financeira e o racional utilizado, o fechamento dos meses antecedentes encontram-se na coluna FIRE IN THE HOLE deste blog. Se você é iniciante, sugiro nunca ver o fechamento de um único mês, mas a sequência deles para compreender qual é a estratégia adotada a fim de você não correr o risco de chegar a falsas conclusões.

CUSTO MÉDIO DO DÓLAR: R$ 5,1615

GRÁFICOS:


Inseri mais dois gráficos no consolidado. Creio que do jeito que ficou, facilita bastante o entendimento.

Ações: ABEV3, BBDC3, EGIE3, ELET3, ENBR3, EQTL3, FLRY3, FRAS3, IRBR3, ITUB3, ITSA3, ITSA4, LINX3, LREN3, MDIA3, PETR3, PSSA3, RADL3, SAPR4, SAPR11, TAEE11, TOTS3, VALE3, VVAR3, WEGE3.

Ações (hibernação): BRAP4, BTOW3, CLSC4, CSNA3, CYRE3, EMBR3, GOLL4, HAGA3, LOGN3, POSI3, RAIL3, USIM5.

FIIs: ABCP11, ALZR11, BCFF11, BRCR11, BTLG11, FIGS11, FIIB11, FLMA11, HFOF11, GGRC11, HGCR11, HGBS11, HGLG11, HGRE11, HTMX11, KNCR11, KNIP11, KNRI11, LVBI11, MALL11, MGFF11, OUJP11, RBRD11, RBRF11, TGAR11, UBSR11, VILG11, VISC11, VRTA11, XPLG11, XPML11.

Stocks: MMM, ABT, ACN, BABA, GOOG, AMZN, AWR, BUD, T, BIDU, BRK.B, BLK, BG, CVX, CSCO, KO, CL, DOV, DOW, DD, EMR, XOM, GD, GE, GIS, GPC, GSK, GPRO, HON, HRL, INTC, KHC, LMT, MCD, MSFT, MDLZ, NYT, NKE, NOC, NVS, NVDA, ORCL, PEP, PETR, RIO, RDSA, CRM, SNY, SAP, SWK, T, TGT, TXN, UL, UNP, VRSN, VZ, V, WPC, DIS.

REITs: BXP, EPR, FRT, QTS, REET, SLG, TRNO, VHT, VNQ, VNQI.

ETFs de renda variável: DIV, DTH, DWX, EDIV, EEMV, FAN, FGD, GLD, HDV, IAU, IDV, IJR, IVAL, IVV, NOBL, QQQE, QVAL, RGI, RHS, RYF, RYT, RYH, RYU, SLYV, SPHQ, TAN, URTH, USHY, USO, VEA, VEU, VLUE, VOO, VT, VTI, VXUS, VWO, XLP, ZIG.

ETFs de renda fixa: BIL, EMB, TIP, SHY.

BDRs: R1IN34, SIMN34, BOXP34, P1LD34.

Primeira observação. Nenhuma compra ou venda no mês que se finda. Como salientei no post de fechamento de julho, ainda considero vários ativos com preço esticado, seja no Brasil ou no exterior, neste momento que, a meu ver, há um descasamento gigantesco entre a economia real mundial e o mercado acionário.

Falando especificamente de Brasil, até analistas estão vendo ações dos bancões com certas reservas por ainda não saberem qual é o real efeito da inadimplência e do projeto de que lei por meio do qual foi aprovoda a restrição dos valores das taxas de empréstimo que, apesar, de início, ter natureza provisória, pode, quem sabe, ser prorrogada por tempo indeterminado. De igual maneira, não dá para prever o que pode acontecer com os grandes bancos caso o Facebook, via WhatsApp (e o Google, mais tarde) entre neste ramo de transações financeiras.

Não só por causa da pandemia, mas os hábitos das pessoas estão mudando tanto em tão pouco tempo que fica difícil de fazer qualquer projeção. Então, vale ter cautela. Não irei aumentar posição em bancos nacionais por agora, mas caso haja uma queda considerável no índice (pode acontecer com a saída de Guedes), posso estudar a possibilidade, apesar, de hoje, estar focado em mandar o máximo que puder para o exterior.

Segunda observação. Como já tinha mencionado neste espaço, houve mudanças na BDRs (basicamente, acabaram com a exigência de ser investidor qualificado para poder adquiri-las e permitiram o lançamento de BDRs de ETFs). Tendo em vista que a maioria dos investidores brasileiros no exterior prioriza ETFs a stock picking, a partir do momento, que as BDRs de ETFs forem lançadas, poderemos ter um aumento da liquidez, especialmente se o governo baixar alguma medida tributária para dificultar a saída de divisas do país, o que, a cada dia que passa, parece ser algo mais próximo de acontecer, já que a União está sedenta por novos recursos financeiros.

Optei por levar o dinheiro para fora, ao invés de comprar BDRs imediatamente, mesmo com este anúncio, pois: o mercado está em topo histórico (lá fora, o dinheiro irá para reserva de oportunidade à espera das eleições nos EUA); não consigo montar reserva de oportunidade, já em Dólar, com o montante no Brasil; quero criar uma base consistente de patrimônio gerando dividendos em Dólar lá fora, sem depender de remessas do Brasil, mesmo que, hoje, o plano A não seja emigrar do Brasil (assim, não fico, durante décadas, sujeito à variação cambial).

O investimento na BDRs seria algo complementar à esta estratégia por não saber se, no futuro, pode se tornar mais díficil e/ou caro repatriar valores remetidos, apesar de que acho improvável não conseguir, no futuro, usar cartão de débito/crédito internacional, inclusive no Brasil, para usufruir das reservas acumuladas nos EUA (lembre-se que conforme já salientiei neste espaço, meu escopo é simular a vida vida de um estrangeiro recebendo parte da renda em moeda forte para gastar em uma nação de moeda forte a fim de potencializar o patrimônio).

Terceira observação. Em face disso, depois de muito refletir, trocar ideias com colegas do movimento FIRE e de ver esta notícia (https://www.infomoney.com.br/economia/tesouro-tera-que-recompor-colchao-de-liquidez-diz-mansueto/), acabei decidindo, apenas do dia 25, por fazer um movimento bastante arrojado para alguns.

Tenho vários títulos do Tesouro Direto com vencimeno em 2022, 2023, 2024, 2035, 2040, 2045 e 2050. Resolvi fazer o resgate de todos os títulos em que estava no lucro com base nos seguintes argumentos: se o governo, hoje, não tem dinheiro para pagar os credores do Tesouro Direto em 2021, tal situação poderá se agravar para títulos com vencimentos em anos posteriores (lamentavelmente, para os títulos mais longos, o meu saldo ainda é negativo, o que impossibilitou a venda dos mesmos); segundo a notícia acima destacada, o governo poderia usar parte das reservas internacionais e contrair empréstimos para honrar os compromissos assumidos com os credores do Tesouro Direto (reservas internacionais são finitas); o fato de acreditar que o Presidente da Repúlica irá focar em sua reeleição e que danos econômicos poderão ser sentidos a partir desta tomada de decisão (lançamento de programas de cunho eleitoreiro); pelo fato de já depender da União para receber minha aposentadoria, não faz sentido ter tanta exposição ao Tesouro Direto (mesmo credor); o aumento do risco Brasil com o provável furo do teto de gastos, além do fato de que praticamente todo o PIB nacional já se encontra comprometido com o pagamento de despesas (não só por causa da pandemia); a perspectiva de que vou ficar um bom tempo sem aumento salarial; se Biden se sair vitorioso do pleito eleitoral, um boicote ao Brasil poderá acontecer, o que poderia desvalorizar, ainda mais, o Real perante o Dólar.

Pode ser que a cotação do Dólar caia com esta impressão desenfreada pelo FED? Sim. Mas, entre Dólar e Real, creio ser mais seguro ter a maior parte do patrimônio na primeira opção, até porque, em tese, se isto acontecer, a moeda brasileira também deverá se desvalorizar (quem, no mundo, quer Real?). Ademais, como o meu panorama de investimentos até a aposentadoria do serviço público é de 25/30 anos, creio que o Dólar estará mais valorizado do que hoje quando este momento em minha vida chegar.

Quarta observação. Por conseguinte, quase a totalidade do aporte do mês, além do montante resultante da venda dos títulos do Tesouro Direto, foi direcionado para a reserva de oportunidade na conta da TD Ameritrade.

Ademais, depois de fazer várias pesquisas e simulações com alguns colegas do movimento FIRE, resolvi por sacar o valor total na conta da Interactive Brokers a fim de transferir para minha conta na TD Ameritrade (vou excluir a conta na IB, pois em setembro, já me veria forçado a começar a operar por ela, em vista do fim da isenção de três meses de taxa que o cliente ganha após a abertura da conta). Motivo: com o nível de patrimônio que tenho hoje no exterior, o nível de dividendos a receber não seria suficiente para pagar a taxa de custódia mensal da IB (US$ 10,00). Este custo, no longo prazo, seria muito relevante (no final das contas, é como se eu não tivesse recebendo dividendos, mas pagando para ter conta).

Talvez, no futuro, já tendo US$ 100.000,00 de patrimônio, posso investir em ETFs irlandeses de acumulação, pois com este montante, estaria isento do pagamento de referida taxa mensal, apesar de ainda estar sujeito à cobrança de tarifa por operação na IB.

Cheguei a aventar a possibilidade de investir em ETFs irlandeses de distribuição, mas cheguei à conclusão de que a rentabilidade seria consideravalmente menor do que a de ativos custodiados nos EUA (concluí que receberia a metade do que em ativos custodiados nos EUA - estimativa, pois vários fatores repercutem neste cálculo -, sem contar que não encontrei documentos oficiais na Internet falando da exigência ou não de abertura de inventário na Irlanda em caso de morte de um dos titulares da conta JTWORS), mesmo com o benefício de estar imune ao imposto de herança dos EUA. Daí, decidi por ultrapassar o limite de isenção de US$ 60.000,00 do referido tributo (somando os valores nas contas da TD Ametridade e Avenue).

Como tenho seguro de vida, em caso de morte, minha esposa poderá usar parte dos recursos para quitar imposto sobre herança nos EUA. Outra hipótese seria vender parte dos ativos lá custodias para fazer frente a tal despesa. Nas contas que fizemos, mesmo tendo que pagar imposto, ainda assim, no final das contas, teria mais patrimônio do que se tivesse a metade da rentabilidade dos ETFs irlandeses de distribuição.

Por ter um perfil que prioria mais os dividendos do que ativos focados em crescimento (não quero correr o risco de ver não ver ganho caso o mercado fique lateralizado por muitos anos ou que leve muito tempo para se recuperar de uma queda mais relevante), vou priorizar a compra de ativos que me gerem, de imediato, um fluxo constante de rendimentos (apesar de que vou esperar as eleições norte-americanas para decidir pelo início das compras). Ainda creio que Trump não conseguirá se reeleger.

Tal iniciativa não estava no plano no começo do mês. O plano original seria enviar para fora R$ 5.000,00, deixando o restante do aporte no Brasil para composição de reserva de oportunidade. Mas estes motivos também me fizeram mudar de ideia: aumento expressivo da cotação do Dólar nas últimas duas semanas; como é real a possibilidade de maior tributação nas remessas para o exterior, penso que quanto mais recursos puder enviar agora, melhor; como as eleições nos EUA estão se aproximando com expectativa de sucesso de Biden e declarações de Trump no sentido de que se não ganhar, o mercado vai quebrar (é um bravateiro, mas é o tipo de declaração que afeta os investidores), quero ter um caixa bem reforçado para aproveitar oportunidades caso apareceram em caso de queda mais consistente do índice.

Como já ressaltei em outras oportunidades, as compras lá fora focarão mais em ETFs, por acreditar que me trazem menos dor de cabeça e trabalho para estudar, caso optasse por stock picking. Não bastasse isso, acredito que com várias empresas dentro do ETF, fico menos exposto a quedas consideráveis decorrentes de escândalos como os mais recentes do IRB, Boeing, Wirecard, Stone/Linx, etc.

A prori, trabalhava com o plano de alcançar o patamar máximo de 50% da carteira em Dólar, mas hoje, em vista de tudo que está acontecendo e o meu pessimismo com a economia nacional nos próximos anos, talvez, chegue à proporção de 80% no exterior e apenas 20% no Brasil. Se a economia nacional representa por volta de 1% da mundial, o que justifica eu deixar tanto patrimônio nestes 1%?

Hoje, a proporção é de 48,7% no exterior e de 51,3% no Brasil, lembrando que a grande parte da reserva de oportunidade no Brasil existente no final deste mês já está destinada a ser remetida para o exterior, pois é decorrente da venda dos títulos do Tesouro Direto. O envio se dará em setembro. Então, verdadeiramente, a maior parte de minha carteira já não se encontra vinculada ao Real.

Quinta observação. Notícia que chamou minha atenção neste mês foi o anúncio de que Buffett comprou uma empresa ligada ao ouro. Para quem, por mais de uma vez, asseverou que não tinha interesse no referido metal e em criptomoedas por não produzirem rendimentos, é algo bem incomum. Não cheguei a analisar os balanços e historia da empresa. Por conseguinte, não tenho condições de emitir opinião sobre o movimento do Oráculo de Omaha.

Sexta observação. Conforme salientei no post de fechamento de julho, rescindi o contrato de seguro resgatável que havia firmado com a Prudential em outubro/2019, já tendo recebido o valor proporcional que faltava pagar até outubro/2020. A nova apólice, contratada junto à Icatu já está ativa, com o custo mensal de R$ 613,13, sendo que o valor da apólice é de R$ 150.000,00 em caso de morte e de R$ 1.000.000,00 em caso de invalidez total ou parcial. Nada impede que, no futuro, resolva aumentar os valores das apólices.

Como a última Reforma da Previdência alterou consideravelmente as regras quanto à pensão, pensando em minha esposa, com esta apólice, dou uma tranquilidade para seguir a vida. Igualmente, como não posso prever o futuro, com a cobertura de invalidez, poderei tentar manter o padrão de vida hoje existente, mesmo não podendo trabalhar, e ainda tendo recursos para fazer frente a despesas decorrentes da própria invalidez.

Sétima observação. A troca de ideias e de informações com os colegas investidores só traz ganhos à comunidade, especialmente falando de investimento no exterior. Lamentavelmente, lá como aqui, a legislação não é clara.

Vira e mexe, vejo gente na Internet dizendo que o limite de isenção do imposto de herança nos EUA é de US$ 120.000,00 em conta JTWORS com dois titulares (acredito que é de US$ 60.000,00 com base em pesquisas realizadas não só por mim).

Mesmo após muitas buscas, não encontramos nenhum documento que detalhe o que acontece caso um investidor brasileiro morra tendo ETFs irlandeses. Sabemos que, neste caso, não estamos sujeitos ao imposto sobre herança, mas não temos informações sobre necessidade ou não de abertura de inventário perante o governo da Irlanda a fim de ter acesso aos ativos.

De igual maneira, ainda há debates sobre a questão tributária sobre as BDRs, no que atine à possibilidade de compensação de prejuízo e incidência de imposto sobre transações.

Então, tal problema não é exclusivo dos contribuintes tupiniquins.

Tal situação não deveria acontecer pois afasta o investidor. Todos precisam saber onde estão colocando o seu dinheiro, já que não estamos jogando Banco Imobiliário.

Quaisquer dúvidas e comentários são sempre bem-vindos.

Continuaremos nosso bate-papo no próximo post.

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Até mais!

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Uso de cupons no Remessa on line

Olá! Tudo bem?

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De início, deixo bem claro que esta postagem não é patrocinada pela Remessa on line.

Desde que comecei a investir nos EUA, em meados do ano passado, uso os serviços da mencionada empresa para fazer as remessas, pois não encontrei concorrente com menor custo. Com ela, consigo fazer as transferências para as três corretoras que utilizo lá fora.

Estou no aguardo de novidades da Transferwise que parece que vai se tornar mais agressiva no mercado nacional.

Para aqueles que acompanham este espaço há mais tempo, sabem que sempre procuro aquilo com menor custo, desde que garantida a qualidade do produto ou serviço.

Recentemente, a Remessa on line reviu a política de uso dos cupons de desconto. Muitos foram cancelados ou tiveram seus percentuais minorados.

Assim sendo, acho que qualquer medida que o investidor possa tomar para diminuir o impacto é salutar. Por isso, estou divulgando o meu código (LS791) para que você, caso queira e tenha interesse em me ajudar, o utilize, já que este espaço gera custos e não tem nenhuma ferramenta de monetização.

Quem utiliza o cupom do outro, ganha 50% de desconto na primeira remessa (apenas). Nos outros envios, a cada indicação que usar o cupom, a pessoa dona do cupom ganha 5% de desconto, podendo chegar ao limite de 50% pelo prazo de um ano. A partir do momento que você abre conta na Remessa on line, você já obtém o seu código para compartilhar com os demais.

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Até mais!

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Fechamento Julho/2020 - FIRE IN THE HOLE

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

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Antes de tudo, friso que não sou analista de investimentos e que não faço recomendações (nunca venderei nada este blog, pois não é meu intuito ganhar dinheiro com isso, mas apenas ajudar aqueles que estão vivendo na Matrix, imersos no fenômeno da "corrida dos ratos" - veja mais aqui - a abrirem os olhos).


Para você entender minha evolução na jornada em busca de independência financeira e o racional utilizado, o fechamento dos meses antecedentes encontram-se na coluna FIRE IN THE HOLE deste blog. Se você é iniciante, sugiro nunca ver o fechamento de um único mês, mas a sequência deles para compreender qual é a estratégia adotada a fim de você não correr o risco de chegar a falsas conclusões.

CUSTO MÉDIO DO DÓLAR: R$ 5,0277

GRÁFICOS:



Ações: ABEV3, BBDC3, EGIE3, ELET3, ENBR3, EQTL3, FLRY3, FRAS3, IRBR3, ITUB3, ITSA3, ITSA4, LINX3, LREN3, MDIA3, PETR3, PSSA3, RADL3, SAPR4, SAPR11, TAEE11, TOTS3, VALE3, VVAR3, WEGE3.

Ações (hibernação): BRAP4, BTOW3, CLSC4, CSNA3, CYRE3, EMBR3, GOLL4, HAGA3, LOGN3, POSI3, RAIL3, USIM5.

FIIs: ABCP11, ALZR11, BCFF11, BRCR11, BTLG11, FIGS11, FIIB11, FLMA11, HFOF11, GGRC11, HGCR11, HGBS11, HGLG11, HGRE11, HTMX11, KNCR11, KNIP11, KNRI11, LVBI11, MALL11, MGFF11, OUJP11, RBRD11, RBRF11, TGAR11, UBSR11, VILG11, VISC11, VRTA11, XPLG11, XPML11.

Stocks: MMM, ABT, ACN, BABA, GOOG, AMZN, AWR, BUD, T, BIDU, BRK.B, BLK, BG, CVX, CSCO, KO, CL, DOV, DOW, DD, EMR, XOM, GD, GE, GIS, GPC, GSK, GPRO, HON, HRL, INTC, KHC, LMT, MCD, MSFT, MDLZ, NYT, NKE, NOC, NVS, NVDA, ORCL, PEP, PETR, RIO, RDSA, CRM, SNY, SAP, SWK, T, TGT, TXN, UL, UNP, VRSN, VZ, V, WPC, DIS.

REITs: BXP, EPR, FRT, QTS, REET, SLG, TRNO, VHT, VNQ, VNQI.

ETFs de renda variável: DIV, DTH, DWX, EDIV, EEMV, FAN, FGD, GLD, HDV, IAU, IDV, IJR, IVAL, IVV, NOBL, QQQE, QVAL, RGI, RHS, RYF, RYT, RYH, RYU, SLYV, SPHQ, TAN, URTH, USHY, USO, VEA, VEU, VLUE, VOO, VT, VTI, VXUS, VWO, XLP, ZIG.

ETFs de renda fixa: BIL, EMB, TIP, SHY.

BDRs: R1IN34, SIMN34, BOXP34, P1LD34.

Primeira observação. A evolução patrimonial continua, seja por causa da questão cambial, seja em virtude da alta dos mercados, apesar de ainda me sentir incomodado com isso, já que, até o momento, não temos uma vacina com eficiência comprovada para o COVID19. Ademais, as injeções de liquidez persistem, não vendo ainda nenhum sinal mais incisivo de volta da atividade econômica. 

Li uma notícia sobre o candidato democrata, Biden, que teria dito que, se eleito, vai fazer o que estiver a seu alcance para garantir o funcionamento da economia. Em outras palavras, novos QEs estão no radar, o que me deixa preocupado. Não é possível que os dirigentes acreditem que é possível prolongar este movimento de forma indefinida no tempo de forma que nunca terão que enfrentar as consequências desta massiva liquidez do mercado.

Segunda observação. Como disse no post do fechamento de junho, o plano para julho seria usar parte do montante parado na conta da TD Ameritrade/Interactive Brokers, mas como o movimento altista persiste e tenho direito a três meses de isenção de cobrança de taxa de custódia na IB, preferi aguardar. De qualquer maneira, a partir de setembro (quando acaba a isenção), começarei a aportar nos ETFs irlandeses de acumulação. Provavelmente, vou iniciar com aqueles cujos ativos não estão diretamente relacionados ao Dólar, mas sim, a outras moedas (ETFs de países desenvolvidos e emergentes), já que há indicativos de que Trump possa fazer novas injeções antes do pleito eleitoral.

Terceira observação. Reconheço que este mês foi um dos mais difíceis para tomar decisões desde que comecei a jornada em janeiro de 2019. São tantas incertezas... De início, o plano seria levar todo o aporte para os EUA, mas como já vislumbro que este movimento de expatriação de recursos por parte dos investidores brasileiros não deixará de ser notado pelo governo, logo, irão aumentar o IOF ou criar um novo tributo sobre estas remessas.

Se eu fosse o Ministro da Economia, no intuito de aumentar a arrecadação de impostos, iria tributar os dividendos sobre ativos brasileiros, mas, ao mesmo tempo, no próprio corpo do projeto de lei, já iria fechar a porta para quem quissese mandar dinheiro para o exterior, sob a alegação de que iria enfraquecer o mercado acionário nacional.

Daí, surge a dúvida: mandar o máximo que puder para fora antes que haja aumento de tributação na remessa, mesmo que seja para deixar como reserva de oportunidade? Da mesma forma que a tributação poderá vir na remessa, poderá vir na repatriação. Não temos como prever, apesar que é forçoso reconhecer que, pela lógica, não faria sentido tributar dinheiro que está voltando ao Brasil que, em tese, irá ajudar no giro da economia nacional.

Em contrapartida, mesmo que haja tributação de dividendos, vemos que, em Dólar, a bolsa brasileira ainda está relativamente "barata" (alguns ativos ainda não voltaram para cotações anteriores, especialmente no setor financeiro), apesar do maior risco envolvido. Como já escrevi neste espaço, quero ter parte de meu patrimônio vinculado a ativos geradores de dividendos imediatos e parte nos de crescimento (o foco aqui seriam os ETFs irlandeses de acumulação).

Por consequência, me vi, de certa maneira, obrigado a fazer subscrições de FIIs neste mês, quais sejam: HGLG12, ALZR12, VILG12 e IRDM12. Achei os valores convidativos em face da qualidade dos mesmos.

Hoje, a minha maior posição em FIIS é no GGRC11, mas não foi algo premeditado. Aconteceu. Mas, nesta classe de ativos, prefiro priorizar aqueles mais sólidos, mesmo que não paguem tanto (HGLG11, KNRI11, HGBS11, HGRE11), pois vislumbro para o futuro um movimento de consolidação do setor, com a compra dos menores pelos maiores. Ademais, hoje, priorizo FIIs de logística, já que as previsões são no sentido do aumento paulatino e constante do e-commerce.

Então, com estas subscrições, vou aumentar minha posição em FIIs de logística e, consequentemente, meus dividendos mensais, mesmo que, num primeiro momento, ainda sofram com os efeitos da pandemia.

Para agosto, estou na dúvida se começo a aportar, de maneira fracionada, em FIIs de shoppings centers, dado o desconto ainda verificado. A não ser que acreditemos que a pandemia ainda irá assolar o mundo por um bom tempo, o movimento nos shoppings, mais cedo ou mais tarde, tende a voltar à normalidade, até porque para o brasileiro, é um local de lazer e não só de consumo, dada à violência que impera no país. Dentro do shopping, o indivíduo, por mais que tenha que pagar pelo estacionamento do automóvel, me sente mais tranquilo do que em logradouro público.

Novos aportes em Itaú, Bradesco e companhias do setor elétrico podem acontecer em breve, mesmo com a possível tributação de dividendos. Mas por que fazer isso com esta possibilidade? Resposta: não sabemos se realmente virá (lembrem-se que lobistas costumam ser bastante fortes no Brasil, lembrando que promessa de doações para campanha eleitoral em 2022 poderá ser feita); quando virá (do jeito que conhecemos o modo de trabalhar do Congresso Nacional, aliado ao fato de que a relação entre Executivo e Legislativo é muito ruim); possibilidade de Guedes deixar o cargo caso note que o plano original foi muito alterado ou que seu encaminhamento para votação está muito demorado; se acontecer algum problema mais grave nos EUA por causa da alta liquidez do mercado, o Real tende a se valorizar perante a moeda estadunidense, o que compensaria, em certa medida, a eventual tributação. E outras duas razões que reputo serem as mais relevantes: controlamos aquilo que está ao nosso alcance (a possível tributação de dividendos não está); manter a diversificação da carteira em várias moedas é imprescindível, mesmo com a tributação de diviendos de ativos nacionais.

Hoje, meu patamar de recebimento de dividendos relativos a ativos nacionais correspondem, aproximadamente, a 20% do total de minhas despesas mensais. Reconheço que, a partir do momento, que estes dividendos cobrirem 100% de meus gastos, terei um conforto emocional tremendo. Daí, preciso continuar a adquirir BDRs, ações e FIIs para alcançar tal patamar o mais rápido possível.

Quarta observação. Por entender que o mercado ainda está muito esticado, acabei não adquirindo nenhuma BDR. O que dificulta, no caso, por óbvio, é que a compra leva em conta a questão cambial e por ser lote fechado. Mas pretendo voltar a aportar logo que entender adequado, a fim de ter dividendos imediatos em minha conta em Dólar.

Quinta observação. Para o próximo mês, devo rescindir o contrato de seguro resgatável que firmei com a Prudential em outubro/2019, pois encontrei uma proposta mais interessante junto à Icatu (indicação do assessor de investimentos). No contrato vigente, são 10 parcelas anuais de aproximadamente R$ 7.500,00. Irei perder 10/12 avos daquilo que já quitei referente à parcela paga no ano passado.

Entretanto, com a nova avença, o valor será um pouco mais baixo (em caso de morte, o valor a ser pago é de R$ 150.000,00 e em caso de invalidez, R$ 1.000.000,00), com a vantagem de ter cláusula vitalícia de cobertura por invalidez permante, o que eu não possuía na Prudential. Caso permanecesse nesta, a cobertura por invalidez seria apenas até os 65 anos de idade.

Ao final do prazo de 10 anos de pagamento (depois disso, não preciso pagar mais nada), poderei resgatar o que investi, corrigido pela inflação, mas o meu interesse é ficar com o seguro até o fim da vida, a fim de dar tranquilidade para minha esposa para fins de abertura de processo de inventário.

Alguns podem ver que é desperdício de dinheiro, mas gosto de ter esta segurança. Desde o meu primeiro automóvel na vida, sempre contratei seguro para todos que possuí. O mesmo para minha residência. Já tive que acionar (acidente automobilístico e perda de aparelhos eletrônicos por causa de descarga elétrica) e o resultado foi a contento. Imagine bater em um carro importado? Ter que desembolsar R$ 10.000,00 em um único farol?

De igual maneira, tenho plano de saúde para mim e para minha esposa, pois seria surreal pagar R$ 20.000,00 por uma diária de UTI.

Quaisquer dúvidas e comentários são sempre bem-vindos.

Continuaremos nosso bate-papo no próximo post.

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Até mais!

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Recomendação de vídeo sobre macroeconomia

Olá! Tudo bem?

Sei que muitos investidores não gostam de Fernando Ulrich por acreditar que é uma espécie do mensageiro do Apocalipse.

Mas como sempre gosto de ressaltar, investimento não é religião e nem clube de futebol. Você deve tratar o mercado, suas teses e tudo que o circunda, com isenção, sem paixões, pois quanto menor a emoção envolvida no ato de julgamento, mais límpidas serão suas conclusões, já que isentas de qualquer tipo de viés.

Por mais que você seja um investidor muito otimista, devo acreditar que você  vê, com preocupação, esta massiva impressão de dinheiro no mundo, conjugada pelo descolamento operado entre a economia real e os resultados rececentes das bolsas de valores ao redor do mundo.

Por mais que saibamos que o mercado precifica a expectativa daquilo que está por vir, não há como negar que o momento pelo qual estamos passando pode ser qualificado como, no mínimo, "estranho".

Assim sendo, faço a recomendação do seguinte vídeo. Apesar de ser relativamente longo, dá para ouvir na velocidade 2x, sem prejuízo de compreensão. Pelo menos, para mim, obtive alguns insights que confirmam ideias já consolidadas em minha mente e outros que me alertaram para novas questões.



Até mais!

GRÁTIS!!! Cursos de micro e maroeconomia

Olá! Tudo bem?

Acabei de receber um e-mail falando da disponibilização de dois cursos pela Escola Virtual do Governo: microeconomia e macroeconomia.

GRATUITOS!! Não é golpe.

Não precisa ser funcionário público para fazer a inscrição. Disponível para qualquer cidadão.

Vou fazer ambos, pois CONHECIMENTO É O MAIOR PATRIMÔNIO QUE VOCÊ PODE TER EM VIDA.

Vamos lá???

Os links são: 



Até mais!

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Erros e acertos no primeiro semestre de 2020 e expectativas para o segundo semestre

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

Se você não quer ou não pode ler os posts deste espaço (está em ambiente público ou dirigindo, por exemplo) ou possui deficiência visual, use o plugin Audima que se encontra no topo do título de cada postagem para ouvir seu conteúdo (basta clicar no botão play). É gratuito. Funciona como uma espécie de podcast.



Chegamos à metade do ano. Como o objetivo deste espaço é criar um registro histórico de minha evolução patrimonial e de meu modus operandi, creio ser relevante fazer um levantamento do que ocorreu no primeiro semestre de 2020.

Inicialmente, cumpre ressaltar que por causa da venda do lote, alcancei um patamar que não esperava ao final de 2019, até porque, no final do ano passado, ainda não tinha 100% de convicção em vendê-lo. Com o advento da pandemia, cheguei à conclusão de que valeria a pena me livrar do imóvel o mais rápido possível, mesmo perdendo alguma coisa, já que não dispõe de água e esgoto e não vejo, com esta quebradeira toda, a municipalidade tendo dinheiro para levar estes benefícios à região onde localizado o lote em curto/médio prazo.

Ademais, a venda de imóvel de família, com recebimento de minha cota parte, também não estava nos planos.

O que ajudou também no aumento do tamanho da carteira foi a apreciação do Dólar perante o Real e o maior foco dos aportes em ativos estrangeiros. Com a crise em 2020, tendo o Brasil caído mais do que os EUA, compensei parte do prejuízo com a variação cambial. Tal constatação faz com que continue acreditando que ter parte relevante do patrimônio em outras moedas mais fortes do que o Real podem trazer inúmeros benefícios no longo prazo ao investidor.

Quanto mais cedo, melhor. Não concordo com o argumento defendido por alguns que só depois de formar carteira no Brasil, é que valeria a pena adquirir ativos no exterior. Defendo a tese de quanto mais diversificada estiver sua carteira, logo no início da jornada, mais protegido você estará e, por consequência, menos disposto a vender tudo no momento da baixa.

Ademais, imaginemos que você deixe sua carteira previdenciária, por muito tempo, atrelada tão somente a ativos nacionais. Um belo dia, você resolve que precisa ter pelo menos 30% do patrimônio em outra moeda. Você poderá levar anos, se não, décadas, a depender do seu nível de aporte, para atingir tal patamar, se o objetivo não for diminuir a cota de ativos brasileiros.

Se você faz este balanceamento, o mais cedo possível, alterações de rota serão muito mais facilmente postas em prática.

É digno de nota como a troca de conhecimento com outros integrantes da Firesfera pode nos ajudar, sobremaneira, na tomada de decisões. Enxergar coisas antes não vistas, ou ver algo com outros olhos. Obrigado a todos!!!

Agora, vamos aos erros.

Primeiro erro. Quando recebi o montante relativo à negociação do imóvel de família na segunda quinzena de janeiro, pensei em levar tudo para o exterior, quando o Dólar custava R$ 4,18. Mas, fraquejei. Imaginei, naquele momento, que "o Dólar está caro, vou esperar para abaixar".

No final das contas, o Dólar engatou uma curva ascendente de valorização e perdi a oportunidade. Acabei alocando os R$ 120.000,00 em títulos do Tesouro Direto IPCA+ 2026, 2035, 2040 com juros semestrais e 2045.

Posso dizer que me arrependo, pois o meu custo do Dólar, hoje, estaria consideravelmente mais baixo.

Mas como não dá para prever o futuro e não faz bem para o emocional ficar remoendo decisões ruins adotadas no passado, vida que segue, até porque, com 25 anos de aportes pela frente, este "pretenso prejuízo" nem será notado em meados de 2045/2050.

Tal experiência serviu de lição, pois nos meses seguintes, fiz remessas ao exterior mensalmente, sem me importar com a cotação do Dólar, sendo que todo o valor fruto da negociação do lote foi para os EUA.

Segundo erro. Investi em IRBR em 2019 e deu no que deu. Vou colocar o ativo na geladeira, esperando uma eventual recuperação com mudanças na governança da empresa até porque acredito que o setor de seguros, por mais que possa ter problemas em virude da pandemia, é um dos melhores em matéria de custo-benefício (se a análise do risco é bem feita, a empresa pode virar uma máquina caça-níqueis).

A posição é pequena. A meu ver, não vale a pena me desfazer do ativo. O que aconteceu com ele, Boeing, GE e Wirecard são alguns exemplos mais recentes que me fazem pensar que o mais seguro é investir no mercado acionário, via ETFs, já que o risco é muito diluído. Falcatruas cometidas jamais aparecerão em balanços trimestrais. Por mais que a empresa tenha apresentado um bom histórico no passado e você seja o melhor analista (a não ser que tenha informação privilegiada), ficará sujeito a enfrentar prejuízos decorrentes de procedimentos ilegais e/ou imorais por dirigentes da empresa.

Para o segundo semestre, pretendo estudar mais sobre estratégias quando estiver no momento de fruição do patrimônio acumulado. Hoje, tendo a adotar a postura de não querer tocar no montante referente à valorização da carteira ao longo das décadas, mas, como já disse neste espaço, tenho a cabeça aberta, sem preconceitos. Prova disso que é resolvi alocar parte do patrimônio em ETFs irlandeses de acumulação, apesar de gostar bastante de ver o pinga-pinga dos dividendos.

Não cheguei a fazer um estudo mais aprofundado, mas creio que, em um ambiente de normalidade, o investidor poderá ter um ganho extraordinário caso se utilize desta espécie de ETFs, pois o efeito dos juros compostos, atrelado ao benefício de não ter que pagar os 30% de imposto sobre dividendos dos EUA por décadas, fará com que o capital investido possa ser expandido de forma avassaladora (sem contar que fico livre do imposto sobre herança).

Não bastasse isso, lembremos que pela regra atual, posso vender ativos estrangeiros, com lucro, até o limite de R$ 35.000,00, ao mês, que não terei que pagar imposto no Brasil, o que valeria para os ETFs irlandeses de acumulação. Notamos que eles possuem uma vantagem sobre as BDRs, cuja venda não se sujeita a qualquer tipo de isenção tributária (cairíamos na vala comum dos 15% de immposto sobre o lucro). Assim sendo, irei fazendo o balanceamento entre estes ETFs e as BDRs, pois, não sabemos se, no futuro, toda esta dinâmica poderá ser alterada. Assumindo esta postura, creio estar dimuindo os riscos da carteira, inclusive no aspecto tributário, pois estarei investindo em ativos totalmente descorrelacionados entre si.

Com base no raciocínio de um colega que comentou neste espaço, vou passar a estudar a possibilidade de investir em ETFs irlandeses de acumulação não só em Dólar, mas em outras moedas como Libra, Euro, Franco Suíço, com olhos em um possível ganho extra na variação cambial, pois não podemos prever por quanto tempo o Dólar continuará reinando no mundo.

Quem acompanha os meus fechamentos mensais, notou que procuro ter a maior diversificação possível na carteira. Para alguns, pode parecer que são muitos ativos, mas procuro trabalhar a fim de minimizar a fragilidade da carteira, buscando um contrapeso não diretamente correlacionado a cada ativo existente, de forma que, no final das contas, mesmo que não tenha grande rentabilidade, não irei perder tanto em momentos de stress do mercado.

Pode parecer prematuro pensar sobre isso no estágio em que estou, mas gosto de planejar a longo prazo, a fim de evitar surpresas desagradáveis no futuro. Se, hoje, já tenho ideia de como vou querer a carteira quando estiver me aposentando, o balanceamento dos ativos, durante as décadas, será bem mais fácil. Se, lá na frente, me deparo com alguma situação mais grave, poderá ser bem mais complicado fazer os devidos ajustes. Mais uma tentativa de tornar meu patrimônio o mais resiliente possível.

O Aposente aos 40 soltou um estudo sobre a viabilidade/sustentabilidade do plano de se gastar a parte relativa à valorização do patrimônio após o atingimento da aposentadoria. Você encontra aqui. Vale muito a leitura.

De igual modo, este vídeo do Otávio Paranhos também mostra, de modo realista, como fazer uma simulação de quanto você irá precisar para se aposentar.

Até mais!

terça-feira, 14 de julho de 2020

Dicas de canais no YouTube para passar o tempo livre

Olá! Tudo bem?

Se é sua primeira vez aqui, conheça um pouco de minha história aquiaqui e aqui. Recomendo, fortemente, que leia também todos os posts deste espaço para sentir como sou, como penso, pois você pode se identificar com o Mente Investidora. Ler apenas um post pode te induzir a ter uma interpretação errônea de quem eu sou e como busco a independência financeira. Fica a dica. 

Se você não quer ou não pode ler os posts deste espaço (está em ambiente público ou dirigindo, por exemplo) ou possui deficiência visual, use o plugin Audima que se encontra no topo do título de cada postagem para ouvir seu conteúdo (basta clicar no botão play). É gratuito. Funciona como uma espécie de podcast.





Algumas dicas de canais no YouTube, pois tv aberta, ninguém merece, e nem tudo se salva no Netflix.

Pra quem gosta da Segunda Guerra Mundial, este canais são OBRIGATÓRIOS. Repito: OBRIGATÓRIOS. 





Para quem gosta de aviação, canal Aviões e Música.